Veloso defende projeto da Central de Garantias após ataque a viatura da PM

Jovens seguiam para a Cidade da Polícia onde registrariam um assalto quando foram atingidas por disparos no Jacarezinho

Por paulo.gomes

Rio - O ataque sofrido por duas jovens que estavam numa viatura da PM com destino a Cidade da Polícia, no Jacarezinho, para que fossem registrado um assalto sofrido por elas em Vila Isabel não enfraquece o projeto da Central de Garantias, inaugurado há dois dias. Durante entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, reconheceu que o episódio da última noite pode criar uma resistência na população, mas defendeu o projeto.

"Temos esse receio sim, mas não pode ser que um fato isolado comprometa esse projeto", disse Veloso, destacando que a Cidade da Polícia tem toda a estrutura e recurso para atender a população.

A Central de Garantias agora é responsável por receber as ocorrências de flagrantes dos bairros da Zona Norte. Ela assumiu o papel de cinco centrais de flagrantes, responsáveis por 14 delegacias da região e terá quatro delegados por plantão. Em dois dias de funcionamento, já foram 18 registros de flagrantes.

"Há um projeto para se criar essa mesma infraestrutura em outros pontos da cidade", garantiu Veloso, ao lado da delegada Jéssica Oliveira, coordenadora da Central de Garantias, e José Pedro, coordenador do Departamento de Polícia da Capital, que também participaram da coletiva.

As vítimas, Marina Chaves Correa Matoso Rangel, 18 anos, e Daniela do Nascimento Rodrigues, de 21, deixaram nesta quinta o Hospital Federal de Bonsucesso. As jovens foram abordadas na noite de quarta por quatro criminosos que levaram o celular de uma delas. Um dos suspeitos, Alexandre Oliveira de Souza Júnior, de 21 anos, foi preso logo depois com o aparelho da vítima. O rapaz não tinha passagem pela polícia.

Na altura do Jacaré, perto da Cidade da Polícia, aconteceu o ataque a viatura do 6º BPM (Tijuca) onde Marina foi baleada na nádega e de raspão na cabeça, e Daniela, atingida nas mãos. O chefe da Polícia Civil garantiu que as ações policiais com a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) em parceria com a PM serão intensificadas na comunidade do Jacarezinho.

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