Padre Omar: As renúncias e dores do amor

Será que a gente ainda não aprendeu que a dor, de alguma forma, sempre está presente no amor?

Por O Dia

Rio - As pessoas têm tanto medo de amar... E a desculpa que dão é sempre a mesma: as decepções já sofridas e o receio de se magoarem novamente... Mas, ora, será que a gente ainda não aprendeu que a dor, de alguma forma, sempre está presente no amor? De que vale esse medo, então?

O amor implica em renúncia. Sempre. E renunciar a si mesmo, às próprias vontades e quereres dói, faz ranger nosso interior. Ou será que alguém tem dúvidas de que uma mãe ao renunciar a uma boa noite de sono para cuidar da criança doente o faz por amor? Ou de que uma esposa que ao chegar cansada do trabalho ainda vai preparar o jantar para a família também o faz por amor? Ou de que o homem que se desdobra entre dois empregos para conseguir pagar o colégio dos filhos também age assim por amor? Ou de que o marido que vai lavar a louça o faz por amor? Ou de que aquele amigo que atende suas ligações no meio da madrugada, quando você está triste e precisa desabafar, o faz por amor? São tantas as pequenas demonstrações desse belo sentimento no dia a dia! E às vezes nem as percebemos... Sejam as dos outros ou as nossas.

Sabe por que não percebemos? Porque, geralmente, atitudes assim costumam nos deixar com a sensação de que se faz tudo isso por obrigação... Mas, não! Na verdade, é como se o amor vestisse essa roupagem, se disfarçasse... Só que é preciso estar atento para nunca esquecer que, realmente, a gente só faz isso tudo quando realmente se importa com o outro! É próprio do amor pensar no outro primeiro. No seu bem, em vê-lo mais feliz... Exatamente como Jesus fez conosco! Ele deu ensinamentos, curou e até morreu na cruz e ressuscitou pela nossa salvação. Foi doloroso, mas Ele pensou em mim e em você primeiro. Alguma prova de amor maior que essa? Por isso, a liturgia deste domingo nos convida: “Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros.” (Jo 13,34b)

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