Rio começa campanha de vacinação de grupos de risco contra H1N1

Crianças a partir de 6 meses, gestantes e pacientes com problemas renais crônicos são prioridades

Por O Dia

Rio - A vacinação contra a gripe começou nesta segunda-feira em todo o estado do Rio de Janeiro para gestantes e crianças entre 6 meses e 5 anos, além de pacientes renais crônicos. A determinação da Secretaria Estadual de Saúde tem por objetivo antecipar, de forma preventiva, a imunização desses grupos que estão classificados como prioritários na Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe do Ministério da Saúde.

O menino Robert recebeu a vacina na manhã desta segunda-feira%2C na foi vacinado na clínica da família Sérgio Vieira de MelloSeverino Silva / Agência O Dia

A campanha nacional tem início previsto para o próximo dia 30, quando a vacina estará disponível também para as demais populações alvos, como idosos a partir de 60 anos, mulheres até 45 dias após o parto, profissionais de saúde, além de outros doentes crônicos, presos e funcionários do sistema prisional.

“Procuramos realizar essa antecipação por conta do aumento de casos da gripe H1N1 no Sul do país e em São Paulo. Esperamos atender de 3 a 4 milhões de pessoas durante os dias de vacinação. Nos assustou o número de pessoas que se ausentaram na campanha do ano passado, mas acredito que o mesmo não ocorra agora, visto que há uma conscientização maior sobre prevenir a doença”, explicou o secretário estadual Luiz Antônio Teixeira Júnior, confirmando que foram registrados, somente este ano, 45 casos da doença e 14 mortos.

O secretário municipal de saúde, Daniel Soranz, reforçou o discurso e fez um alerta para a população. “Trabalhamos com a projeção de que 1,2 milhão de pessoas sejam imunizadas [na capital], e que 1,5 mil internações e 200 óbitos sejam evitados. É um vírus que está circulando pelo país e necessita de atenção, especialmente com o inverno se avizinhando, que triplica as chances de transmissão e morte pela gripe”, alertou.

O porteiro Roberto Marques, 32 anos, levou o filho Robert Marques, de 4 anos, para ser imunizado. “Eu estou de folga do trabalho hoje e ele não tem aula, aí preferi trazer logo. Meu filho é meu bem mais precioso, penso antes nele do que em mim até. Então eu não posso deixar essa oportunidade passar e depois lamentar, caso ele adoeça”, diz.

Para o menino, o importante é não adoecer pra poder brincar: “se eu não me vacinar, fico doente, e aí não posso brincar. Eu gosto de brincar de carrinho e doente eu não vou conseguir. Na hora que eu entrar na sala vou ficar quieto, pois sou muito corajoso”, afirma.

A gestante Taís Bonfim, de 16 anos, confessou que estava com bastante medo da dor. “Eu não queria tomar, admito. Antes de sair de casa eu vi uma foto no Facebook de uma pessoa com o braço muito inchado, que estavam atribuindo o inchaço a essa vacina. Na realidade, eu vim aqui na clínica fazer exames, mas aí minha mãe me obrigou a tomar logo. Mas acabou que não doeu nada, fora que qualquer medo que eu tenha tem que ser superado pela saúde da minha filhinha”, disse Taís.

Os principais sintomas da gripe H1N1 são febre, calafrios, tremores, dores de cabeça, dor de garganta e rouquidão, tosse seca, dor de garganta e coriza. O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exame laboratorial. A transmissão acontece pelo contato com pessoas infectadas, ao tossir, espirrar ou falar. Pode ser transmitida ainda por meio indireto pelas mãos, após contato com superfícies contaminadas por secreções respiratórias.

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