Por tiago.frederico
Jonathan Alves Reprodução / Facebook

Rio - Um homem de 21 anos relatou ter sido agredido por homofobia, neste domingo, em Campo Grande, na Zona Oeste. Jonathan Alves dos Santos contou que, após ouvir comentários homofóbicos por um grupo de pelo menos quatro homens dentro de uma van, foi jogado para fora do veículo e agredido com socos e chutes.

Por causa das agressões, o estudante de publicidade quebrou o nariz e sofreu lesões. Ele passou o dia internado no Hospital Oeste D'Or, no mesmo bairro. Médicos vão avaliar se o estudante terá que passar por uma cirurgia no nariz. 

Jonathan disse que vai registrar o caso na delegacia nesta segunda-feira. Ele estava acompanhado de um amigo no momento da agressão, por volta das 6h, na localidade de Vila Nova. Eles voltavam de uma festa na boate Fênix, voltada para o público gay. Segundo Jonathan, eles não conheciam os homens, mas lembraram que um deles atendia pelo apelido de "Gasparzinho".

"Foi tudo muito rápido. Eles me chutaram muito, rasgaram a minha camisa. Me chamavam de 'veado' e outros xingamentos homofóbicos. Fui salvo pelo cobrador da van, que me separou deles", disse. "É a segunda vez que sofro agressões por homofobia. Na virada do ano, de 2013 para 2014, estava com um companheiro quando um homem também meu deu tapas no rosto, na Praia da Barra (zona oeste)."

LEIA MAIS: 'Nunca tive apoio da Dilma', diz coordenador de políticas públicas LGBT

O estudante também contou que, após a agressão, o motorista da van o levou para perto de um carro da Polícia Militar, na Estrada Santa Maria, mas os policiais recusaram assistência.

"Eles disseram que atendiam a uma ocorrência de trânsito e não poderiam sair de perto de um carro que estava batido e que, se saíssem e o carro fosse roubado, eu que pagaria o prejuízo", relatou Jonathan, que contou ter anotado a placa da viatura.


Ministério Público investiga
A coordenadoria de direitos humanos do Ministério Público solicitou o acompanhamento do caso pela Promotoria de Investigação Penal de Campo Grande e espera identificar os responsáveis pela agressão com a máxima brevidade possível. "Esperamos identificar esses covardes para que sejam punidos exemplarmente. Nenhum tipo de ódio ou intolerância será aceito pela justiça", disse a coordenadoria por meio de nota.

Você pode gostar