Por gabriela.mattos

Rio - A delegada Cristiana Bento, titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav), que investiga o caso de pedofilia numa creche de Duque de Caxias, descobriu nesta segunda-feira mais duas crianças que teriam sido vítimas do advogado Roberto Malvar Paz, de 63 anos. Ela conseguiu a quebra de sigilo de internet do acusado e teve acesso ao Facebook dele, de onde recolheu o material. 

Os pais de duas vítimas, ambas com 4 anos de idade, estiveram, nesta segunda-feira, na sede da Dcav, na Lapa, e reconheceram as fotos. Elas eram alunas da creche onde uma professora, de 39 anos, que seria cúmplice de Roberto, conseguia crianças para jogá-las nas garras do advogado supostamente acusado de chefiar uma rede de pedofilia. 

Pais de aluno da creche procuraram a delegacia por terem estranhado o comportamento do filhoMarlos Bittencourt

"A professora enviava as fotos pelo sistema privado de bate-papo e ainda fazia comentários sobre como conseguir mais. Foi chocante para os pais quando viram os filhos em cenas no banheiro da creche", afirma a delegada Cristiana Bento. 

A professora contou em depoimento à polícia que conhecia o advogado há, pelo menos, 15 anos. Confirmou ainda que foi prostituta e que teria o advogado como um dos seus clientes. Segundo ela, o acusado molestou muitas outras crianças. A delgada disse que a dupla, presa na último dia 30, atuava cometendo crimes desde 2004. 

A Dcav mobilizou 12 agentes para o caso. Dois HDs externos de computador cheios de fotografias com crianças em cenas de sexo e dezenas de calcinhas infantis foram encontrados com Roberto Malvar Paz. Ele e a professora podem ser condenados a 15 anos de prisão por cada abuso.

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