Músico é preso acusado de usar banda religiosa para aliciar menores

Ele, que é funcionário público em Belford Roxo, dava aulas de música para crianças e foi preso por estupro de vulnerável

Por O Dia

Rio - Policiais civis da 58ª DP (Posse) prenderam, terça-feira, um funcionário público de Belford Roxo, de 41 anos, investigado por estupro de vulnerável contra três adolescentes. As vítimas frequentavam as aulas de música que o acusado dava numa igreja evangélica de Corumbá, em Nova Iguaçu, na Baixada, bairro onde ele foi preso. O acusado nega os crimes, que teriam ocorrido em 2014, e acusa as jovens de assédio.

O mandado de prisão temporária de 30 dias foi expedido pela 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, com base no inquérito da 58ª DP. As vítimas são duas irmãs gêmeas e uma prima delas, que na época do crime tinham 14 anos. Segundo a delegada assistente Vanessa Martins, o acusado, que atuava como instrutor na banda musical da igreja que frequentava, era respeitado na comunidade religiosa e usaria isso para intimidar as meninas.

“Ele exercia pressão psicológica sobre elas dizendo que podiam contar o que aconteceu porque não iam acreditar por ele ser influente na comunidade, que elas sairiam queimadas. Chegou a dar dinheiro, como que querendo comprar o silêncio delas”, afirmou Vanessa.

Segundo a denúncia, o instrutor de música abusou das vítimas e fotografou as três nuas. De acordo com a delegada, o preso, inicialmente, negou as acusações. Depois, alegou ter descoberto que as adolescentes estavam namorando — o que ele dizia ser proibido — e, por isso, iria afastá-las da banda musical; elas, então, teriam passado a se insinuar para ele, que afirmou ter feito as fotos íntimas das jovens para provar que estava sendo assediado por elas.

Na semana passada, um outro caso de pedofilia colocou na cadeia um advogado e a professora de uma creche da Baixada. Ele é acusado de vários estupros de vulnerável e ela, de fotografar possíveis vítimas e enviar para o cúmplice. Ontem, a titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), delegada Cristiana Bento, levou o material recolhido com os presos para exame: vídeos e fotos de celulares e do HD de computador.

“Está mais do que comprovado que as imagens das crianças foram feitas na creche. Ela tirava e enviava a pedido dele”, afirmou a titular da DCAV. Segunda-feira, mais duas supostas vítimas do advogado foram identificadas, com a quebra de sigilo de internet do advogado.

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