Outra obra em São Conrado desaba com as ondas

Rampas que ligam o calçadão às areias da praia no bairro foram totalmente destruídas pela ressaca que atingiu a cidade

Por O Dia

Rio - A cerca de 20 metros do início da ciclovia Tim Maia, que desabou em 21 de abril, matando duas pessoas, outra obra da prefeitura não resistiu à força das ondas. Um dia antes da tragédia do feriado de Tiradentes, uma cratera já tinha sido aberta no calçadão de São Conrado e o trecho estava interditado, mas, com a ressaca que atingiu o Rio no último fim de semana, mais duas rampas de acesso à areia da praia no bairro foram totalmente destruídas.

As imagens das rampas destruídas foram registradas por volta das 8h30 de ontem e divulgadas em um grupo de São Conrado no Facebook.

Segundo Eric Ricardo de Souza, de 34 anos, um dos diretores do movimento Salvemos São Conrado, só ontem foi possível fotografar os destroços das rampas, porque o mar estava mais calmo e o nível da água tinha baixado.

Ontem%2C com o mar mais baixo%2C foi possível ver todo o estrago no localDivulgação

Moradores e frequentadores de São Conrado lamentaram a sucessão de acontecimentos negativos no bairro, por meio das redes sociais. “Muito triste, um lugar desses nesse total abandono misturado com descaso público”, comentou o carioca Wellington Fonseca.

“É uma pena que nenhum governo invista o suficiente para que situações assim não aconteçam mais. O que acontece em São Conrado é um crime diário com o aval do governo”, desabafou Ana Paula Sardella também por meio das redes sociais.

A artista plástica Mônica Schimidt Velloso clamou que, além de reconstruír a orla, os órgãos competentes resolvam o problema de esgoto despejado na praia.

A Secretaria Municipal de Saneamento e Recursos Hídricos informou que as condições adversas do mar, com fortes ondas, vêm dificultando o ritmo dos trabalhos do órgão no local e que causaram ainda mais estragos no calçadão nesta quarta-feira.

Segundo nota enviada pela secretaria, os reparos só poderão ser feitos assim que o mar voltar às suas “condições normais”.

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