Por rafael.souza

Rio - Os moradores da Favela do Muquiço, em Guadalupe, passaram uma madrugada de muita tensão. Desde a noite de quarta-feira até o fim da manhã de ontem, cerca de 250 militares do Exército, com apoio de um tanque de guerra e caminhões, cercaram os acessos à comunidade. A medida foi tomada após um ataque a veículo do Exército. “Só tinha visto isso em filme”, comentou um morador.

Segundo o Comando Militar do Leste (CML) o objetivo foi reforçar a segurança de moradores do Edifício Residencial Guadalupe, onde moram centenas de militares. Na manhã de quarta-feira, um caminhão das Forças Amaradas, ocupado por um capitão, foi atingido por três tiros, porém ninguém ficou ferido.

Militares estão na comunidade desde a noite desta quarta-feira Reprodução / Facebook

Não houve troca de tiros durante a ocupação. Um homem chegou a ser detido por desacato, mas foi liberado após ser levado para a 34ª DP (Bangu). Ele não teve a identificação divulgada. Durante a manhã, militares da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada e do 31º Grupo de Artilharia de Campanha (GAP), fizeram blitz nos acessos à comunidade. Os agentes também revistaram moradores e o interior de estabelecimentos comerciais. Três blindados foram posicionais na Estrada do Camboatá, enquanto um caminhão circulava com dez homens armados.

Mesmo sem maiores incidentes, o clima ficou tenso enquanto os militares ocuparam a comunidade. Muita gente temia que houvesse um tiroteio. Alguns moradores elogiaram a operação e aprovaram a presença das Forças Armadas na comunidade. Outros criticaram.

“Só tinha visto eles de perto assim em filme americano. Fiquei muito tenso com a possibilidade do tráfico reagir. Mas acho que eles respeitaram a força do Exército. É uma demonstração de força, poderiam fazer isso mais vezes”, disse um morador. “Passei ao lado do tanque de guerra levando minha filha para a escola. Dá uma sensação de segurança, mas amanhã tudo volta ao normal”, afirmou outra moradora. Ambos não quiseram se identificar.

Uma faixa da pista lateral da Avenida Brasil foi interditada em frente à Rua Osman Lins. Identificado como Próprio Nacional Residencial, o cojunto tem 192 apartamentos, divididos entre quatro blocos. O local serve de residência para militares.

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