'Futuro será a morte', diz mãe de um dos suspeitos de tentar assaltar loja

Primos foram presos, nesta sexta-feira, no Centro, e um policial do Bope foi ferido no braço

Por O Dia

Rio - "Se não saírem desta vida, o futuro será a morte", lamentou a mãe de Jeferson Lúcio Inácio, de 26 anos, um dos suspeitos de tentar assaltar uma loja de telefonia celular, nesta sexta-feira, na Avenida Rio Branco, no Centro. Ele e seu primo, David de Souza Lucio, de 24 anos, foram presos e um sargento do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi baleado no braço. O militar que estava de folga e deixava o local, reagiu. Entretanto, não houve troca de tiros. Ele foi encaminhado para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, e apresenta quadro de saúde estável.

Tentativa de assalto assustou quem passava pelo Centro do Rio na manhã desta sexta-feiraReprodução / Facebook Rio de Nojeira

De acordo com o cabo da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Parque Proletário, André Koyama, que participou da prisão dos suspeitos, os suspeitos efetuaram cerca de cinco disparos e se renderam ao avistar o cerco feito por policiais. “Vi o policial do Bope cercando o local e resolvi ajudar. Logo depois chegaram mais PMs. A arma de um deles travou. Só os bandidos atiraram”, afirmou.

De acordo com o delegado de Marcelo Carregosa, da 5ª DP (Mem de Sá), Jeferson e David foram presos em flagrante por latrocínio tentado e constrangimento ilegal.

Sobre o policiamento no Centro, a assessoria da PM informou que: ‘desde dezembro a Polícia Militar reforçou o policiamento no Centro da Cidade e vem atuando em conjunto com os órgãos municipais para continuar reduzindo os índices de criminalidade da região’.

Na delegacia, as mães dos suspeitos lamentaram a prisão dos jovens. Com David foi encontrado uma carta para a visitação do irmão, que está apreendido. “Meu filho e sobrinho poderiam estar mortos. Se não saírem desta vida, o futuro será a morte. Foram presos e terão que pagar pelo que fizeram. Os dois eram evangélicos, trabalhadores, não precisavam disso”, lamentou a mãe de Jeferson, que preferiu não se identificar. Ela, que têm outros seis filhos, disse que o rapaz que é barbeiro e têm diversos cursos de qualificação, como eletricista e bombeiro hidráulico, trabalhou nas obras do Maracanã.

Já a mãe de David, Darlene Glória, afirmou que o filho trabalha como repositor numa loja de calçados. “Tenho outro filho preso. Nosso Dia das Mães vai ser de tristeza. Esse é o sentimento”, lamentou.
Os dois são moradores do Morro do Tuiuti, na Mangueira, e segundo a polícia, já possuem passagens criminais.

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