Palácio Islâmico tem mais de 90 mil peças reunidas desde a Pré-História

Museu arqueológico recebe estudantes de vários níveis em Anchieta

Por O Dia

Rio - Altas colunas, cúpulas bizantinas, arcos, pisos com tons diversos em mosaicos de mármore, paredes com caligrafias douradas impressas em árabe. Todo o colorido remete os visitantes ao Oriente Médio, passeando pelo Egito e Turquia. A viagem, no entanto, é mais curta do que se pensa: fica na Avenida Chrisostomo Pimentel de Oliveira, uma via central do bairro de Anchieta. 

A arquitetura do palácio%2C de inspiração islâmica%2C chama a atenção do visitanteAlexandro Auler / Parceiros / Agência O DIA

Trata-se do Palácio Islâmico ou Museu da Humanidade, que tem mais de 90 mil peças históricas do arqueólogo Claudio Prado de Mello, de 51 anos, que projetou o local. É ligado ao Instituto de Pesquisa Histórica e Arqueológica do Rio de Janeiro (Ipharj).

“Desde os 11 anos eu era fascinado por artigos históricos. Via as pecinhas romanas da minha família, através de um vidro. Sempre morei em Anchieta, nesse espaço que o palacete foi construído”, afirmou.
Em área de 2.500 metros quadrados, o museu tem quatro andares. Está em fase final de construção no subterrâneo uma galeria de arqueologia funerária, com esqueletos egípcios artificiais. No térreo, há espaço de pesquisa e sala de exposições. Um velório é reproduzido com manequim em roupas originais.

O acervo inclui peças da pré-história até o século 19. Há moedas, fechaduras, pratos ingleses, vasos da Antiguidade, estátuas e deuses. “Todas as peças que chegam possuem nota fiscal, registros de importação e atestados para comprovar a originalidade”, garante Claudio.

Acervo conta com peças da Antiguidade e reprodução de cenas comuns no passadoAlexandro Auler / Parceiros / Agência O DIA

Desde 2009, o museu é aberto à visitação, mas o projeto começou há 14 anos. O espaço existe desde 1990 e a estrutura começou a ser construída em 2002. “Eu poderia construir um galpão, bastava pintar e fazer um espaço cultural. Mas eu quis mais do que isso”, comentou Claudio sobre a arquitetura do palácio. 

O acervo do museu recebe quatro visitas de escolas e universidades por semana. De acordo com Mello, há uma programação e uma aula para os alunos, com teoria e prática montadas por ele.

PARA AGENDAR

O Museu de Humanidade tem 27 salas com exposições. Em cada uma delas há uma exposição diferente, com vestimentas e cenários de épocas. “A gente precisa cuidar do passado, ele é história. É nosso patrimônio”, disse o mestre em arqueologia pela Universidade Federal Fluminense.

O local não está completamente pronto, mas Claudio espera que até o fim do ano a obra seja concluída.

Av. Chrisostomo Pimentel de Oliveira, 443. Anchieta. Tel.: 3358-0809.

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