Por tiago.frederico

Rio - O enterro da auxiliar da serviço gerais Elaine Cristina de Souza, de 35 anos, foi marcado por muitas lágrimas e homenagens. Moradora do Complexo do Alemão, na Zona Norte, ela foi atingida, no último sábado, por uma bala perdida, quando consumia uma refeição, na Estrada da Alvorada, durante um tiroteio. A mulher tinha acabado de voltar do trabalho.

Em meio a pétalas, música e muita comoção, parentes e amigos prestavam as últimas homenagens à vítima. Muito emocionado, o filho de Elaine, Vitor Cristiano, 18 anos, pediu que o caixão fosse aberto mais uma vez antes de seguir para cova.

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Abraçado à mãe, Vitor suplicava. "Ó, Deus! Difícil deixar a minha mãe aqui", exclamou o jovem, que vestia uma blusa com os dizeres: "Saudade é um sentimento que quando não cabe no coração, escorre pelos olhos".

Cerca de 200 moradores foram ao enterro em dois ônibus fretados pela associação de moradores, como contou um dos organizadores do frete. "Todo dia tem atrocidade no Complexo. Só que agora, os moradores estão se sensibilizando e prestando apoio", disse.

Elaine foi enterrada às 10h30, no cemitério de Irajá, na Zona Norte. Ainda não se sabe de onde partiu o tiro que matou a moradora que deixou três filhos.

Reportagem da estagiária Juliana Prado

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