Por gabriela.mattos

Rio - O impasse entre os estudantes das 68 escolas ocupadas e a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) pode chegar ao fim hoje, após o encontro entre o Comando das Ocupações e o secretário Antônio Neto. Tanto alunos quanto a secretaria afirmam ter interesse em negociar e acabar com as ocupações.

“Ficar longe de casa e sem aula é muito difícil, sempre tiramos boas notas, é prejudicial para a gente também”, admite João Gabriel Barbosa, 19, estudante do Colégio Estadual Mendes de Moraes e integrante do Comando das Ocupações. Ele afirma que, apesar da saudade da família e das aulas, os alunos que estão nos colégios, fazem isso por um bem maior. “Toda mudança demanda decisões difíceis”, diz João Gabriel.

Segundo o estudante, a culpa das ocupações é da secretaria e do sistema educacional do estado. “Não temos qualidade para fazer o Ene. Pedimos apenas mais Educação”, disse.

A Seeduc afirmou que quer o final das ocupações e que está disposta a atender os pedidos dos estudantes e professores. Entre os pontos acordados nos últimos dias, o órgão informou que repassará cota extra de até R$ 15 mil para cada unidade para que sejam realizados manutenção e reparos; abono das greves ocorridas entre 1993 e 2016; e suspensão de descontos da greve deste ano. A partir de 2017, Filosofia e Sociologia passam a ter dois tempos de aula no 1º ano do Ensino Médio.

Professores fazem assembleia

O governador em exercício, Francisco Dornelles, participou nesta segunda-feira de uma audiência com o Sindicato dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe/RJ), que discutiu abono de faltas durante as greves, um terço da carga horária para atividades extraclasse, licença especial, reajuste salarial e obras nas escolas. A proposta será levada para assembleia de professores na sexta-feira.

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