Após ampliar licença, Pezão nega estar cedendo a supostas pressões do PMDB

'A pressão, forte, para eu me afastar, é dos médicos', afirmou

Por O Dia

Rio - O governador Luiz Fernando Pezão, que está se tratando de um câncer na coluna, ficará longe do cargo até o dia 10 de agosto. Em entrevista ao DIA no início da noite, porém, ele garantiu estar atendendo a exigências médicas. Pezão negou que esteja cedendo a supostas pressões do PMDB, que, através do presidente do partido e da Assembléia Legislativa, Jorge Picciani, manifestou-se publicamente por um período maior de afastamento. O objetivo seria dar maior liberdade de ação ao vice-governador Francisco Dornelles (PP).

“A pressão, forte, para eu me afastar, é dos médicos, e da Maria Lúcia (Horta Jardim, esposa dele). Os médicos, inclusive, queriam que eu me afastasse por seis meses e eu troquei por três meses”, afirmou Pezão. “O câncer na vértebra (linfoma não-Hodgkin) é muito forte e exige um tratamento pesado e muito repouso”, justificou, ressaltando, entretanto, que está bem. À tarde, Dornelles e os governadores de São Paulo, Minas e Santa Catarina, se reuniram na residência de Pezão, no Leblon, onde trataram da dívida dos estados com a União e a reforma da Previdência. “A renegociação é fundamental”, resumiu Pezão, por meio de nota.

Pezão nega estar sofrendo supostas pressões do PMDB para ampliar licença médicaÁlbum de família


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