Por gabriela.mattos

Rio - Um dia após a morte de Miriam Martins dos Santos Miguel, de 14 anos, um suspeito foi morto durante uma nova troca de tiros, no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte, na madrugada deste sábado. De acordo com os policiais do 41º BPM (Irajá), os agentes chegaram na comunidade, por volta das 2h, e foram recebidos a tiros pelos traficantes do local. 

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A polícia informou que, após o confronto, a equipe encontrou o suspeito caído no chão, segurando uma pistola e vestindo uma touca ninja e um colete a prova de balas. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu. A ocorrência foi registrada na Cidade da Polícia. De acordo com a PM, os agentes reforçarão a segurança no local por todo este fim de semana.

Adolescente é morta no Juramento

Miriam Martins dos Santos Miguel morreu após ser baleada no Morro do JuramentoReprodução

Os moradores do Morro do Juramento têm vivido dias de terror. Na madrugada desta quinta-feira, um intenso tiroteio deixou uma adolescente morta. O corpo de Miriam foi reconhecido pela mãe, a empregada doméstica Michele da Conceição Gomes Martins, de 30 anos, no Hospital Getúlio Vargas, na Penha.

Ao DIA, a mulher contou que mora no Suruí, em Magé, na Baixada Fluminense, e que a filha fugiu de casa há duas semanas. De acordo com Michele, a filha enviou uma foto para ela através do WhatsApp na última quarta-feira. Na imagem, a jovem aparecia ao lado de um rapaz segurando um fuzil 762. Segundo a mãe, no texto, a menina avisava que estava morando no Juramento com um rapaz da boca-de-fumo e contava que estava muito feliz.

Michele revelou que sua filha conheceu o garoto pelo Facebook. "Tentei buscá-la no Juramento, mas não consegui concluir o plano de resgate. Ela andava muito rebelde, mas não sei por quê. Liguei para o número do WhatsApp que ela usou para fazer contato, mas não consegui falar com ela. Minha vida acabou", desabafou.

Michele contou que, após ficar sabendo do confronto pelo patrão, foi ao Juramento, pois sabia que a filha estava lá, mas que na favela disseram apenas que a menina havia sido encaminhada para o Getúlio Vargas. Ela só soube que Miriam era a vítima quando chegou ao hospital.

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