Prefeitura implode prédio ao lado do hospital Albert Schweitzer, em Realengo

Construção desativada em abril abrigava cozinha e refeitório da unidade hospitalar, na Zona Oeste. Local vai ganhar Coordenação de Emergência Regional (CER)

Por O Dia

Rio - Um prédio de seis andares desativado, que ficava ao lado do Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, Zona Oeste do Rio, foi implodido no início da manhã deste domingo. No local, funcionavam a cozinha e o refeitório da unidade, municipalizada em janeiro deste ano. Porém, em abril, o edifício foi condenado pelos técnicos da Defesa Civil.

O esquema montado pela prefeitura para a implosão alterou o tráfego nas ruas próximas ao hospital. Por volta das 4h deste domingo, todas as ruas compreendidas entre a Avenida Brasil, a Estrada da Água Branca e a Rua Curitiba tiveram o tráfego interditado. 

Segundo a supervisora administrativa do hospital, Claudia Coelho, a implosão não afetou o funcionamento da unidade, que continou com os atendimentos emergenciais normalmente.

Prefeitura implode prédio ao lado do hospital Albert Schweitzer%2C em RealengoSandro Vox / Agência O Dia

No local do antigo prédio, será erguida a Coordenação de Emergência Regional de Realengo (CER), a terceira da região. O secretário Executivo de Governo, Pedro Paulo Carvalho, esteve presente no momento da implosão e disse que esse foi um grande desafio para a prefeitura. "Quando assumimos (em janeiro), o custo do hospital era em torno de R$ 500 milhões. Com este processo, conseguimos reduzir os gastos para 300 milhões, e mesmo com a redução, será possível atender até 40% a mais da população", explicou.

Ainda de acordo com Pedro Paulo, o prédio implodido representava riscos a saúde dos pacientes e dos moradores da região. "Aquele prédio era um antro de ratos e baratas, um esqueleto que não tinha utilidade e agora vai ser usado em benefício da população local".

O novo centro hospitalar, que irá atender até 700 pacientes por dia, será contruído com recursos doados pela Câmara Municipal. Vereadores também estiveram no local para entregar à Prefeitura um cheque de R$ 40 milhões, para investimentos não só no CER Realengo, como também no Albert Schweitzer e no Rocha Faria, em Campo Grande, onde serão construídas enfermarias climatizadas. A licitação para a construção da Coordenação de Emergência sairá em até 45 dias, e a previsão é de que a unidade fique pronta em até nove meses.

"Isso tudo é fruto de economias orçamentárias. Economia dos vereadores que não são esbanjadores. Estou convicto que este dinheiro é uma boa aplicação", disse o presidente da Câmara, o vereador Jorge Felippe, do PMDM, no momento em que entregou o cheque a Pedro Paulo.

De acordo com o engenheiro Giordano Bruno, responsável pela implosão, foram usados 150 kg de explosivos convencionais, além de espoletas eletrônicas para abafar o barulho, usadas pela primeira vez no Brasil. "Correu tudo como planejado, graças a Deus", comemorou.



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