Advogado que tramou morte de juíza é preso em operação da Polícia Civil

Operação Capitania cumpriu 12 dos 21 mandados de prisão expedidos contra integrantes de associação criminosa

Por O Dia

Rio - A Polícia Civil realizou, na manhã desta segunda-feira, a operação Capitania, com o objetivo de cumprir 21 mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça contra traficantes envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro em comércios na cidade de São Gonçalo, Região Metropolitana. Na ação, um advogado acusado de tramar o assassinato de uma juiza foi detido. Ao todo, policiais cumpriram 12 mandados de prisão.

De acordo com Fábio Barucke, delegado titular da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), a operação teve início com as investigações do latrocínio de um agente da Polívia Civil, identificado como Luis Tomé. Ele foi morto quando bandidos do Morro do Bumba descobriram, em uma tentativa de assalto, que ele era policial. No inquérito, a polícia descobriu que os criminosos integram uma quadrilha chefiada por Luis Queimado. O bandido, que já se encontra preso, segundo investigações recebia entre R$ 5 a R$ 7 mil por semana para liberar espaço na comunidade. Esses territórios eram utilizados por traficantes, ligados ao Comando Vermelho, no comércio de drogas.

Jet ski de quadrilha foi apreendidoMaíra Coelho / Agência O Dia

Anderson Sá de Oliveira, advogado de Luis Queimado, foi preso na Bahia hoje. Segundo a polícia, ele tramou um plano para matar uma juíza. A magistra, que não teve a identidade divulgada, só não foi morta graças a uma inteceptção telefônica, onde a polícia descobriu o plano. Uma testemunha confirmou a intenção de Anderson de assassinar a juíza.

Hoje policiais cumpriram mandados de prisão contra Hugo Tavares Lopes, Jaime Azevedo de Carvalho, Jefferson Oliveira da Silva, Luiz Carlos Gomes Jardim, que já se encontra detido, Luís Paulo da Silva Jardim, Márcio de Jesus Vilaça, Maycon Cardoso Jardim (filho de Luis Queimado), Monique de Paiva Araújo, Nick Dan Sangy Rodrigues, Tiago da Silva Borges Marinho e Fábio Guilherme Macedo, que já estava preso. Leonardo Dias Jardim, outro filho do Luís Queimado, segue foragido. Segundo a polícia, ele fugiu cinco minutos antes da chegada dos agentes ao local onde estava escondido, em São Gonçalo. Imagens do circuito interno do prédio mostram ele pegando o elevador.

Polícia apreendeu pertences de quadrilhaMaíra Coelho / Agência O Dia

Segundo investigações, a quadrilha tinha vários estabelecimentos comerciais, como padarias, lojas de autopeças e lava-jatos. Na ação de hoje, foram apreendidos, somente numa agência de automóveis de São Gonçalo, 19 carros. Além disso, a Polícia Civil apreendeu um jet ski, um Audi, um Camaro, motos de luxo, diversas máquinas caça-níqueis, joias, anéis, cordões, sacos de dinheiro, talões de chque, relógios de marca, celulares, dois laptops, fardas militares, um revólver calibre 38 e outro calibre 32, além de uma carabina de ar comprimido.

LEIA MAIS: Polícia Civil faz grande operação para prender 21 traficantes no Rio

A apreensão do Camaro acabou gerando confusão. O empresário Rogéio Evangelista Junior, 37 anos, se apresentou como dono do veículo. Segundo ele, o carro foi comprado com 0km rodados em setembro do ano passado. O homem acredita que a polícia tenha se equivocado, já que, segundo ele, o filho de Luís Queimado, Leonardo, que é seu vizinho, não estava em casa no momento da apreensão. "O Camaro dele (do Leonardo) é branco e o meu é é amarelo. Estou sendo prejudicado. A polícia entrou em minha casa, pegou documentos e saiu", disse o morador do condomínio Bosque de Itapeba, situado em Maricá, Região Metropolitana.

Leonardo Dias Jardim fugiu da políciaDivulgação / Polícia Civil

De acordo com Fábio Barucke, a apuração do caso seguirá. O delegado pediu a quebra dos sigilos bancários e fiscal de todos os investigados. Ao todo, 210 policiais civis da especializada e dos departamentos gerais de polícia Especializada (DGPE), do Interior (DGPI), além de agentes das delegacias de homicídios da Capital (DH), da Baixada Fluminense (DHBF) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, participam da ação.

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Advogado que tramou morte de juíza é preso em operação da Polícia Civil O Dia - Rio De Janeiro

Advogado que tramou morte de juíza é preso em operação da Polícia Civil

Operação Capitania cumpriu 12 dos 21 mandados de prisão expedidos contra integrantes de associação criminosa

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Rio - A Polícia Civil realizou, na manhã desta segunda-feira, a operação Capitania, com o objetivo de cumprir 21 mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça contra traficantes envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro em comércios na cidade de São Gonçalo, Região Metropolitana. Na ação, um advogado acusado de tramar o assassinato de uma juiza foi detido. Ao todo, policiais cumpriram 12 mandados de prisão.

De acordo com Fábio Barucke, delegado titular da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), a operação teve início com as investigações do latrocínio de um agente da Polívia Civil, identificado como Luis Tomé. Ele foi morto quando bandidos do Morro do Bumba descobriram, em uma tentativa de assalto, que ele era policial. No inquérito, a polícia descobriu que os criminosos integram uma quadrilha chefiada por Luis Queimado. O bandido, que já se encontra preso, segundo investigações recebia entre R$ 5 a R$ 7 mil por semana para liberar espaço na comunidade. Esses territórios eram utilizados por traficantes, ligados ao Comando Vermelho, no comércio de drogas.

Jet ski de quadrilha foi apreendidoMaíra Coelho / Agência O Dia

Anderson Sá de Oliveira, advogado de Luis Queimado, foi preso na Bahia hoje. Segundo a polícia, ele tramou um plano para matar uma juíza. A magistra, que não teve a identidade divulgada, só não foi morta graças a uma inteceptção telefônica, onde a polícia descobriu o plano. Uma testemunha confirmou a intenção de Anderson de assassinar a juíza.

Hoje policiais cumpriram mandados de prisão contra Hugo Tavares Lopes, Jaime Azevedo de Carvalho, Jefferson Oliveira da Silva, Luiz Carlos Gomes Jardim, que já se encontra detido, Luís Paulo da Silva Jardim, Márcio de Jesus Vilaça, Maycon Cardoso Jardim (filho de Luis Queimado), Monique de Paiva Araújo, Nick Dan Sangy Rodrigues, Tiago da Silva Borges Marinho e Fábio Guilherme Macedo, que já estava preso. Leonardo Dias Jardim, outro filho do Luís Queimado, segue foragido. Segundo a polícia, ele fugiu cinco minutos antes da chegada dos agentes ao local onde estava escondido, em São Gonçalo. Imagens do circuito interno do prédio mostram ele pegando o elevador.

Polícia apreendeu pertences de quadrilhaMaíra Coelho / Agência O Dia

Segundo investigações, a quadrilha tinha vários estabelecimentos comerciais, como padarias, lojas de autopeças e lava-jatos. Na ação de hoje, foram apreendidos, somente numa agência de automóveis de São Gonçalo, 19 carros. Além disso, a Polícia Civil apreendeu um jet ski, um Audi, um Camaro, motos de luxo, diversas máquinas caça-níqueis, joias, anéis, cordões, sacos de dinheiro, talões de chque, relógios de marca, celulares, dois laptops, fardas militares, um revólver calibre 38 e outro calibre 32, além de uma carabina de ar comprimido.

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A apreensão do Camaro acabou gerando confusão. O empresário Rogéio Evangelista Junior, 37 anos, se apresentou como dono do veículo. Segundo ele, o carro foi comprado com 0km rodados em setembro do ano passado. O homem acredita que a polícia tenha se equivocado, já que, segundo ele, o filho de Luís Queimado, Leonardo, que é seu vizinho, não estava em casa no momento da apreensão. "O Camaro dele (do Leonardo) é branco e o meu é é amarelo. Estou sendo prejudicado. A polícia entrou em minha casa, pegou documentos e saiu", disse o morador do condomínio Bosque de Itapeba, situado em Maricá, Região Metropolitana.

Leonardo Dias Jardim fugiu da políciaDivulgação / Polícia Civil

De acordo com Fábio Barucke, a apuração do caso seguirá. O delegado pediu a quebra dos sigilos bancários e fiscal de todos os investigados. Ao todo, 210 policiais civis da especializada e dos departamentos gerais de polícia Especializada (DGPE), do Interior (DGPI), além de agentes das delegacias de homicídios da Capital (DH), da Baixada Fluminense (DHBF) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, participam da ação.

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