Manifestantes ocupam Palácio Capanema em protesto

Ativistas são contra o fim do Ministério da Cultura que perdeu status de ministério e tornou-se uma pasta ligada a Educação

Por O Dia

Rio - Os protestos contra o governo Temer, que começaram na última sexta-feira com milhares de pessoas ocupando a Cinelândia, no Centro do Rio, prosseguiram ao longo do fim de semana, com direito a panelaço no domingo à noite. Continuaram ontem, com a ocupação do Palácio Capanema, também no Centro da cidade.

O protesto foi motivado pela extinção do Ministério da Cultura pelo presidente interino Michel Temer, e contou, inclusive com a participação de Francisco Bosco, presidente da Funarte (Fundação Nacional de Artes), cuja sede fica no próprio Palácio Capanema.

“Estou aqui muito mais como presidente ocupante do que como presidente ocupado. Só estou na Funarte ainda porque não saiu a minha exoneração (demissão). Eu pedi a exoneração para sair junto com a presidente (Dilma) e não reconheço a legitimidade do governo (Temer)”, disse Bosco.

Manifestantes ocuparam o Palácio da Cultura Gustavo Capanema%2C no Centro do RioSandro Vox / Agência O Dia

O escritor, que é filho do cantor e compositor João Bosco, convocou a sociedade civil para se juntar ao protesto e ajudar a derrubar o presidente interino Michel Temer, a quem Bosco chamou de golpista.

“Não tem nenhum tipo de negociação com o governo que está aqui. Acho que é hora da sociedade se mobilizar para derrubar mesmo. Dentro do desastre pelo qual o Brasil está passando, temos que reconhecer uma coisa boa: a sociedade brasileira se tornou indócil”, exaltou.

O protesto contou com a participação de artistas e políticos contrários à posse de Michel Temer, casos de Marcelo Freixo (Psol), Jandira Feghali (PCdoB) e Rosângela Zeidan (PT).

“Este movimento tem o meu apoio porque este governo é uma ameaça à democracia. O governo Michel Temer não tem legitimidade, é um governo golpista. Seu ministério tem sete investigados pela Lava Jato. Não é defesa de um governo ou partido, é a defesa da democracia brasileira”, disse Freixo.

A deputada Zeidan também condenou o que considera uma política de exclusão social do governo Temer. “É uma política que quer acabar com tudo o que conquistamos nas últimas décadas. Acabar com o Ministério da Cultura, com a Ciência e Tecnologia, Direitos Humanos, é um sinal de que este governo não quer diálogo com o povo”, disse Zeidan.

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