Polícia identifica carro de atirador que matou menino em São Gonçalo

Ele é a nona criança morta a tiros no estado só neste ano, mais do que em todo 2015

Por O Dia

Rio - A Polícia Civil já identificou o carro de onde partiu o tiro que matou Juan Rodrigues Morales Benites, de 1 ano, na madrugada desta terça-feira, em São Gonçalo. A identificação foi feita a partir de imagens recolhidas por agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG). A criança, atingida na cabeça, foi sepultada ontem à tarde no Cemitério Parque da Paz.

Juan é a 9ª criança morta por tiros em 2016, segundo levantamento feito pela ONG Rio de Paz. O número ultrapassou o registrado em todo o ano passado, quando sete crianças morreram, nas contas da ONG. “Um número assustador. O Juan estava sereno. Parecia que estava dormindo”, disse o fundador da ONG, Antônio Carlos Costa.

Juan Rodrigues Morales Benites%2C de um ano%2C foi enterrado no Cemitério Parque da Paz%2C em São Gonçalo. O menino foi atingido por um tiro na cabeçaMárcio Mercante / Agência O Dia

O modelo do veículo suspeito não foi divulgado para não atrapalhar as investigações. O ano de fabricação é 2012 e a cor prata. “Chamamos um especialista para ver as imagens e elas já foram enviadas a um laboratório para serem melhoradas”, afirmou o delegado titular Fábio Barucke, da DHNSG. O crime ocorreu na Rua 18 do Forte, no bairro do Mutuá, em São Gonçalo.

No fim da tarde desta terça-feira, peritos vistoriaram o Sandero de Jardel Ataliba Benites, 38anos, pai de Juan, e recolheram o projétil de 9 milímetros que atravessou a cabeça do menino e ficou cravado no painel do carro. A munição foi levada a um banco de dados para identificação. “O raiamento está em bom estado e a bala pode ser rastreada”, disse o delegado.

Os policiais descartaram tentativa de assalto e acreditam que o assassino tenha confundido o carro. Jardel Benites e a família tinham acabado de sair de uma festa. Ele contou que viu um carro e desconfiou estar sendo seguido. Ele freou e um ocupante do outro veículo atirou. 

“É um sentimento horrível, uma dor dilacerante. Ao ver o berço dele, todos ficam tristes”, comentou o tio do menino, Henrique Cavalcante, de 35 anos, operador de serviço industrial.

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