Após tiroteio entre bandidos e policiais do Bope, Rocinha tem cenário de guerra

Operação tinha como objetivo principal prender chefe do tráfico local, Rogério Avelino da Silva, conhecido como Rogério 157

Por O Dia

Rio - “Um cenário de guerra”, descreveu um policial que gravou um vídeo na Rocinha, Zona Sul da cidade, na manhã seguinte ao tiroteio que aterrorizou a comunidade por quase cinco horas na tarde desta sexta-feira. A favela amanheceu neste sábado em clima de tranquilidade, sem tiros. As imagens, que circularam nas redes sociais, mostravam o saldo do confronto entre bandidos e homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

As vielas do morro viraram tapetes de cápsulas de balas. As paredes das casas ficaram tomadas de marcas dos disparos. O vídeo mostra que uma tubulação foi atingida e a água jorrava sem parar. Apesar de os órgãos de segurança não terem informado sobre feridos, marcas de sangue no chão, que aparecem nas imagens, sugerem que alguém pode ter sido atingido no tiroteio.

Policiais que patrulhavam a comunidade neste sábado também demonstraram ter ficado impressionados com o resultado do confronto. Em um momento da gravação, um deles mostra para os colegas que conseguia encaixar dois dedos no buraco feito em um muro.

Segundo a PM, a operação do Bope tinha como objetivo principal prender o chefe do tráfico local, Rogério Avelino da Silva, conhecido como Rogério 157. O criminoso não foi encontrado. O tiroteio chegou a fechar as pistas do sentido São Conrado da Autoestrada Lagoa-Barra no fim da tarde.

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