Jovem vítima estupro coletivo poderá mudar de nome

Possibilidade é avaliada pela coordenação do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte

Por O Dia

Rio - A jovem de 16 anos que supostamente sofreu um estupro coletivo em uma favela da Praça Seca, na Zona Oeste do Rio, poderá mudar de nome. De acordo com o secretário Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Paulo Melo, a coordenação do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAM) está avaliando a possibilidade da adolescente alterar sua identidade, já que vem recebendo ameças, inclusive de outros estados.

Em rápida conversa com a equipe do DIA, na Cidade da Polícia, o secretário disse que conversou com a jovem por cerca de uma hora nesta segunda-feira e ficou "impressionado com a maturidade que ela demonstrou". Ele ainda fez uma crítica aos que julgam o caso somente pela ótica do estupro. "As pessoas se prendem muito ao estupro, no sentido da conjunção carnal, mas o vídeo em si já é uma agressão bárbara", disse.

Logo que chegou à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em 1991, Paulo Melo, então deputado estadual, presidiu a CPI do extermínio de menores no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense.

Os jovens Raí de Souza, de 22 anos, e Lucas Perdomo Duarte Santos, 20 anos, que seriam encaminhados para o presídio Bangu 10, prestarão novo depoimento novo depoimento na Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), unidade responsável pelas investigações do caso.

No final desta manhã, o advogado de Raí, Alexandre Santana, afrimou que não foi o rapaz que fez o vídeo onde a jovem aparece desacordada e nua na cama. "Foi o Jeffinho quem filmou. Ele pegou o telefone do Raí e gravou o momento em que o Rafael manipulava a vagina da garota. Jeffinho e Raí são amigos de infância", disse. Jefferson seria o nome do sétimo suspeito que a polícia identificou nesta segunda-feira.

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