Rio - Atordoado com a repercussão, Raphael Assis Duarte Belo se aconselhou com o irmão em conversas pelo aplicativo de celular WhatsApp. “Ele falou que cometeu um erro e que não sabia o que fazer. As pessoas estavam apontando para ele na rua”, conta X., um policial de 44 anos, que pediu para não ser identificado.
Ele foi preso, na manhã desta quarta-feira, suspeito de participar de estupro coletivo contra uma adolescente de 16 anos, na Praça Seca, na Zona Oeste. Ao todo, a polícia já prendeu três suspeitos e já identificou sete. X. aconselhou o irmão a sair imediatamente de casa, para que não se tornasse alvo do próprio tráfico.
“Não acredito que ele tenha cometido estupro. Ele disse que nem chegou muito perto da garota, porque o local estava com um forte cheiro de fezes. Tirou a foto porque é brincalhão. Mas foi uma brincadeira infeliz. Só chorava e pedia perdão. Ele está com muita vergonha e não sabe nem o que dizer pra se explicar para os filhos”.
Pai de três filhos, Raphael estava desempregado há dez meses. Foi quando decidiu voltar para a casa da família. Com o dinheiro da rescisão, abriu um lava-jato.
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