Operação da PF desarticula quadrilha envolvida em fraudes em licitações

Um homem foi preso em flagrante e indiciado por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito

Por O Dia

Rio - Durante cumprimento de mandado de busca e apreensão da Operação Esfinge nesta sexta-feira, um homem, que não foi identificado, foi preso em flagrante e indiciado por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, cuja pena pode variar de 3 a 6 anos de reclusão. A operação foi coordenada pela Polícia Federal, com o apoio da Corregedoria-Geral do Ministério da Fazenda (COGER/MF) com o objetivo de desarticular uma quadrilha que praticou fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. A ação está sendo realizada em conjunto com o Ministério Público Federal.

Segundo a PF, vinte e cinco policiais federais e doze servidores da Corregedoria Geral do Ministério da Fazenda cumprem, em São Paulo e Brasília, dois mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão em escritórios e residências dos integrantes do grupo criminoso. Os mandados foram expedidos pela 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Um dos alvos da Operação é um escritório de consultoria que recebeu cerca de R$ 70 milhões de uma empresa investigada por fraude à licitação na Casa da Moeda.

O faturamento desse contrato, nos últimos seis anos, ultrapassou a cifra de R$ 6 bilhões.Polícia Federal / Divulgação

As investigações apontam que esse escritório recebeu o valor sem prestar os serviços em contrapartida, e teria servido de fachada para intermediar o pagamento de propina aos envolvidos no esquema. A licitação da Casa da Moeda, investigada por fraude, teve por objeto o Sistema de Controle da Produção de Bebida (SICOBE) que prevê a instalação, nas linhas de produção de bebidas frias (cervejas, refrigerantes, sucos, águas minerais e outras), de equipamentos contadores de produção, bem como de sistema para o controle, registro, gravação e transmissão dos quantitativos medidos à Receita Federal, para fins de tributação.

O faturamento desse contrato, nos últimos seis anos, ultrapassou a cifra de R$ 6 bilhões. As prisões preventivas foram decretadas em desfavor de um Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil e de sua esposa, que foram indiciados e denunciados por crimes de corrupção ativa e passiva. 


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