Preso pediu morte de mulher que ele achou que interferia no seu casamento

Na cadeia, Waldemar Ferreira Bastos Neto usou telefone para encomendar morte de Adriana da Silva Pereira. Caso ocorreu em Olaria, Zona Norte do Rio, em novembro do ano passado

Por O Dia

Rio - Após seis meses, a Polícia Civil concluiu as investigações da tentativa de homicídio sofrida por Adriana da Silva Pereira, 34 anos, em Olaria, Zona Norte, em novembro do ano passado. Segundo o delegado Reginaldo Guilherme, da 22ª DP (Penha), Waldemar Ferreira Bastos Neto, 36 anos, encomendou de dentro da cadeia a Marcelo de Almeida Farias Sterque, de 33, a morte de Adriana pois acreditava que ela estava influenciando de alguma forma sua esposa a dar fim ao casamento. Os dois homens já estavam presos desde antes do dia do crime.

Carro da vítima com marcas de tirosWhatsApp O DIA (98762-8248)

Em 26 de novembro de 2015, Marcelo atirou 11 vezes contra o carro de Adriana, que estava estacionado na frente de sua casa, na calçada da Rua Bariri. Ela, que trabalhava com transporte escolar, se preparava para buscar as crianças nas escolas quando foi atingida.

Duas câmeras flagraram o momento em que o carro utilizado por Marcelo, um Sandero branco, parou em frente à residência de Adriana. Ele estava no banco do carona, acompanhado de um comparsa, que dirigia o veículo. A reação de um pedestre que passeava com o cachorro na rua denunciou o momento dos tiros, pois o vídeo não tinha áudio. As gravações mostraram também outro homem, que retornou correndo para ver a moça. Depois dos disparos, a dupla fugiu do local. Encaminhada em estado grave ao Hospital Getúlio Vargas, na Penha, Adriana passou por uma cirurgia.

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Segundo a Polícia Civil, Marcelo e Waldemar já estavam presos quando o crime ocorreu. Marcelo deu entrada na Cadeia Pública Jorge Santana em 23 de outubro de 2015. Waldemar ingressou na Penitenciária Bandeira Stampa em 6 de junho de 2014. Os presídios integram o complexo penitenciário de Gericinó, localizado em Bangu, Zona Oeste da cidade.

Nas investigações, policiais apuraram que, embora preso, Waldemar utilizava de dentro de cadeia um telefone celular. Com autorização da Justiça, o delegado Reginaldo Guilherme interceptou ligações realizadas por ele e descobriu que o homem, com frequência, deixava a prisão. O delegado pediu à Justiça a prisão preventiva da dupla. A investigação prossegue para identificar e prender o motorista do veículo, também envolvido no crime.

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