Padre Omar: Renascer de pessoa viva

Você e eu fomos escolhidos por Deus para também ressuscitar as pessoas. É o que diz a liturgia deste domingo

Por O Dia

Rio - Já parou para pensar no potencial que você tem para ressuscitar as pessoas? Você tem! Só que, geralmente, ninguém pensa sobre isso porque acha que se trata de milagre e que conceder tal graça é tarefa para quem é muito santo. Ou, pior: talvez só acredite que isso é coisa que ficou no passado, fruto da ação amorosa de Jesus e de seus apóstolos... Mas eu preciso afirmar que não! Você e eu fomos escolhidos por Deus para também ressuscitar as pessoas! Quer saber como?

Na liturgia hoje, o Evangelho mostra Jesus, que se encontra com uma mãe que acabara de perder seu filho único: “Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: ‘Não chores!’ Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: ‘Jovem, eu te ordeno, levanta-te!’ O que estava morto sentou-se e começou a falar.” (Lc 7, 12-15a)

O mais interessante é que narra Jesus sentindo compaixão. Ou seja, ele foi “movido em suas entranhas”, no mais íntimo de si, a uma atitude de amor por aquela mulher, e por isso trouxe a vida de volta ao seu filho.

Quantos vivos encontramos no caminho que estão frios e sem expressividade, como mortos? Somos capazes de sentir compaixão e ressuscitá-los com a nossa vivacidade e fé, pelas nossas palavras, ações e orações? É necessário tão pouco! Ouvir um problema, olhar nos olhos, fazer enxergar um outro lado da questão, dizer um “tamo junto”... Existem tantas formas!

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