Alunos que acampam na secretaria de Educação são protegidos por inquérito

Integridade física e segurança de estudades são preocupações do Ministério Público

Por O Dia

Rio - A educação pública do Rio enveredou por um caminho perigoso. Na avaliação do Ministério Público (MPRJ), os cerca de 30 estudantes que ocupam, há 15 dias, a sede da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), “se encontram em situação de risco, seja pela interrupção do fornecimento de comida e água, seja em função de eventuais danos à integridade física no caso de reintegração coercitiva no prédio ocupado”. Temendo pelo pior, o MP instaurou inquérito para garantir a integridade física dos alunos, que, “protestam contra a política educacional fluminense”.

A Seeduc informou que já está cumprindo as recomendações do Ministério Público. Além da sede, duas escolas continuam ocupadas por estudantes. Sobre a reposição dos dias parados, a secretaria garante que vai cumprir os 200 letivos dias previstos. Professores acampados na Seeduc, em apoio aos alunos, dizem que os jovens ficaram uma semana sem comida e água. “A Cedae interrompeu o fornecimento e a PM não deixava entrar as quentinhas”, afirmou o professor Orlando Benvenuti. Outra preocupação do MP é para que não se repita a ação truculenta da última operação para esvaziar a Seeduc. Na ocasião, alunos foram retirados à força e alvejados com spray de pimenta.

Em greve há mais de 100 dias, professores estaduais fazem assembleia na quinta-feira. O pessoal da rede municipal pode aderir. Ontem, a Justiça considerou a greve abusiva e dobrou de R$ 50 mil para R$ 100 mil a multa diária aplicada ao Sepe, o sindicato da categoria, pelo não cumprimento do mínimo de 70% de professores em cada escola.

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