Equipamentos avaliados em R$ 600 mil são furtados do Hospital Antonio Pedro

Três aparelhos do serviço de endoscopia foram roubados no último fim de semana. Polícia Federal investiga o caso

Por O Dia

Rio - Bandidos furtaram três equipamentos de endoscopia, avaliados em R$ 600 mil, do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap). O crime teria ocorrido no final de semana, mas só foi percebido nesta terça-feira por uma enfermeira, que constatou sinais de arrombamentos em portas e armários, e o sumiço das máquinas. Em janeiro, o mesmo hospital já havia sofrido outro ataque de ladrões, que, na época, levaram dois aparelhos usados para o diagnóstico de várias doenças, inclusive câncer, e que juntos custaram R$ 200 mil.

De acordo com a direção do Huap, o setor de endoscopia da unidade realiza pelo menos 300 exames por mês. Com o roubo, conforme a assessoria de imprensa, a unidade será obrigada a reduzir em até 70% o número dos exames de colonoscopia e em 30% a quantidade de testes de endoscopia para pacientes que ainda não estão agendados.

Área do Hospital Antonio Pedro que recentemente foi vistoriada pelo Conselho Regional de MedicinaDivulgação

A Polícia Federal informou que foi determinada a instauração de um inquérito, que ficará a cargo da delegacia da PF de Niterói. Os aparelhos roubados foram dois videocolonoscópios, da marca Fujinon, e um videogastroscópio Olympus, usados para diagnosticar doenças do sistema digestivo em adultos e crianças.

“A partir desse acontecimento, a direção do Huap tomou ciência através de outras divulgações da mídia, sobre a existência de uma quadrilha especializada nesse tipo de furto na Região Metropolitana”, lamentou a direção do hospital em nota, prevendo que até que os equipamentos sejam substituídos, a fila de espera para o procedimento aumentará. Já as crianças não serão mais atendidas, pois o único aparelho para fazer esse tipo de exame foi roubado.

Nesta terça-feira, o Conselho Regional de Medicina (Cremerj) anunciou que denunciará ao Ministério Público “a situação crítica do (Huap)”. O hospital, que em março aderiu à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), continuaria com problemas de superlotação, déficit de recursos humanos e falta de medicamentos e de instalações adequadas, segundo os fiscais.

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