Por tiago.frederico
Rafaela Campana foi baleada quatro vezes quando policiais atiraram em carro em que ela estava em posse de sequestradores na Avenida BrasilReprodução Facebook

Rio - Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Providência conseguiram prender, na tarde deste sábado, um dos seis envolvidos no sequestro da empresária Rafaela de Mesquita Campana, de 25 anos, em abril deste ano. Carlos Augusto Cruz Atanasio foi reconhecido por um agente da unidade em um bar próximo àquela favela da Região Portuária do Rio e conduzido à Delegacia Antissequestro (DAS), no Leblon, Zona Sul da cidade, onde foi apresentado.

A especializada investiga se o sequestro da empresária foi motivado por uma vingança de traficantes da comunidade da Providência devido a uma dívida. Os seis homens envolvidos com o sequestro são traficantes e tiveram ajuda de alguém que tinha acesso ao estabelecimento de venda de gás dirigido pela empresária e pelo pai.

“Como o depósito estava localizado numa área onde há tráfico e os sequestradores são da região, é possível que a coordenação do depósito tenha deixado de pagar o famoso arrego (taxa ilegal cobrada) de funcionamento aos traficantes. Então, eles teriam arquitetado o sequestro para receber o dinheiro da dívida”, afirmou ao DIA o delegado da Delegacia Anti-Sequestro, Eduardo Soares.

Fotos do depósito foram encontradas dentro do carro usado no rapto no dia 4 de abril. O veículo fora roubado na noite anterior. “O próprio veículo serviu como cativeiro. Os bandidos ficaram rodando a cidade com a Rafaela enquanto pediam o resgate de R$ 500 mil ao pai”, disse o delegado à reportagem na época.

Cerca de três horas depois, na Avenida Brasil, uma viatura policial interceptou o veículo após constatarem que o carro era roubado e houve troca de tiros. Por causa do insulfilme escuro do carro, não era possível ver quem estava dentro.

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Dois homens que participaram do sequestro morreram na hora. Um terceiro, identificado como Adriano Oliveira, foi baleado. Ele seria gerente do tráfico da Providência e afirmou à Polícia que era amigo de infância do namorado da vítima. Por causa dessa informação, o namorado passou a ser investigado.

Rafaela, que tinha uma filha de 3 anos, teve seus órgãos doados e seu corpo foi cremado.

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