Por tiago.frederico

Rio - Algumas vezes temos tantas coisas a fazer que ficamos confusos sobre qual delas priorizar. Principalmente se nossas emoções gritam mais forte por uma ou outra opção. As situações simples que nos deixam perceber isso são importantes para que constatemos o quanto podemos viver aprisionados pelos nossos sentimentos, caso não aprendamos a agir conforme a vontade de Deus... Mas aí surge aquele questionamento: qual será a vontade de Deus para a minha vida?

A liturgia deste domingo vem nos lembrar sobre essa liberdade para tomar decisões, que o próprio Deus nos concedeu. Podemos sempre escolher fazer somente o que nos agrada ou vencer o individualismo, a acomodação e os instintos egoístas para vivermos a simplicidade e a alegria de servir e amar, conforme a vocação que o Senhor nos concedeu.

O Evangelho chama a atenção para que outros cuidados não nos afastem do chamado de Deus, pois, se não vigiarmos sobre o nosso proceder, corremos o risco de deixarmos nossa vocação sempre para depois, sob o risco de nunca a vivenciarmos e, assim, não sermos pessoas plenas. “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”. (Lc 9,62)

Por quê? É a nossa verdadeira vocação que possibilita que nos realizemos como pessoas. A vontade de Deus para nós é que abracemos nossa vocação, para sermos pessoas melhores, luz para os que estão ao nosso redor. Por isso é que nada e nem ninguém pode ser mais importante do que o chamado do Senhor, que não deve ser ignorado... Mas é claro que não se está dizendo, com isso, que as pessoas que amamos e os sonhos que temos não importam. Não se trata disso! Muito pelo contrário! É que, na verdade, é preciso estarmos atentos à vocação para que possamos ser plenos. Deus conta conosco para irradiar o seu amor, por meio de atos e palavras, no concreto da vida!

Você pode gostar