Por tiago.frederico

Rio - O delegado Breno Carnevale, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), prendeu dois policiais do 21º BPM (São João de Meriti), nesta sexta-feira, por fraude processual e excesso, após um deles matar um homem na favela Buraco Quente, localizada no bairro Tomazinho, em São João de Meriti, Baixada Fluminense. Segundo denúncia recebida por O DIA, o delegado encaminhou os militares para a Unidade Prisional.

Ontem, três PMs identificados apenas como segundo sargento Alexandre, cabo Milton e soldado Luiz, patrulhavam a comunidade Buraco Quente. Por volta das 13h20, eles desconfiaram de dois homens em uma moto na Rua Bento Siqueira. Quando os policiais tentaram abordar os suspeitos, um deles tentou sacar uma arma, de acordo com a versão contada pelos militares. Neste momento, o segundo sargento Alexandre teria atirado contra o suspeito, identificado como Gilbert Charles dos Santos. O homem não resistiu e morreu na hora.

Após acionar ao local a equipe de supervisão, os PMs se deslocaram até a DHBF para fazer o registro da ocorrência. Na unidade, o delegado optou por prender dois dos três militares envolvidos. Segundo os policiais, foi apreendido com Gilbert um revólver calibre 38 com quatro munições intactas, uma carteira contendo documentos, 880 reais e 6 dólares e um molho de chaves da moto.

O DIA solicitou mais informações da Polícia Civil sobre a prisão dos policiais mas, no entanto, a corporação não respondeu às questões enviadas até o fechamento desta matéria. A reportagem foi informada pela assessoria de imprensa da corporação que o delegado Giniton Lages, titular da especializada, ainda não explicou os motivos que levaram o delegado Breno Carnevale, seu subordinado, a prender os dois policiais.

Também procurada, a assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que a Corregedoria Interna da corporação vai instaurar um Inquérito Policial Militar para apurar todas as circunstâncias do caso.

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