Defensoria garante repasse de mais de R$ 3 milhões ao Hospital Pedro Ernesto

Justiça determinou ainda, nesta terça-feira, por meio de liminar, o retorno de atividades essenciais da unidade

Por O Dia

Rio - A Defensoria Pública do Rio de Janeiro garantiu o repasse de mais de R$ 3 milhões para o Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe). Os valores foram arrestados diretamente das contas do estado, na manhã desta quarta-feira, durante cumprimento de um mandado expedido pela 6ª Vara da Fazenda Pública da comarca da capital.

Assinada pela juíza Mabel Christina Castrioto Meira de Vasconcellos, a autorização para o arresto foi concedida na tarde desta terça-feira. A medida foi requerida após um novo pedido feito na ação civil pública que move a fim de assegurar os recursos do hospital, vinculado à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Arresto obtido pela Defensoria garante repasse de R$ 3 milhões ao HupeAlexandro Auler / Agência O DIA

Além disso, a Justiça do Rio determinou, nesta terça-feira, por meio de uma liminar, que os servidores do Hupe retornem as atividades essenciais da unidade. Os funcionários estão em greve há quase quatro meses. Caso a medida não seja cumprida, o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais (Sintuperj) deverá pagar R$ 50 mil por dia. 

Além disso, a Justiça pediu ainda que haja uma audiência de conciliação com o sindicato, na próxima terça-feira, às 14h. Segundo a decisão, a greve dos servidores da área de saúde estadual pode, "evidentemente, colocar em risco a vida e a saúde da população local e regional". Procurado, o sindicato não deu um posicionamento sobre o caso até a publicação desta reportagem.

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Nesta quarta-feira, a reitoria e a direção do Hupe vão entrar na Justiça para por fim à greve na instituição. Na nota divulgada através do site da universidade, eles dizem que entendem os motivos que levaram a paralisação no início de março, mas que "todo direito tem seus limites".

O texto toca principalmente na situação do Hospital Universitário Pedro Ernesto, que vem sofrendo com a grave crise do estado sem os repasses necessários para manter a unidade funcionando e, na último dia 19, suspendeu as cirurgias que ainda eram realizadas mesmo com a paralisação. 

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