Reclamar Adianta: Entenda o que representa recuperação judicial

Nesta fase, a empresa não pode suspender a prestação do serviço. Em princípio, nada muda para o consumidor

Por O Dia

Rio - A empresa de telefonia Oi pediu recuperação judicial. O que muda para o consumidor? Em princípio, nada. A companhia passa por problemas financeiros graves, mas não deve preocupar os clientes. Nessa fase, a empresa não pode suspender a prestação do serviço. Caso tenha receio de que a empresa decrete falência num futuro próximo — o que pode acontecer se o plano de recuperação judicial não der certo —, o consumidor pode se antecipar ao problema e cancelar o seu contrato e procurar outro prestador do serviço, caso tenha essa opção. Caso a companhia decrete falência e a empresa esteja “devendo” algo para o cliente (como a prestação de um serviço já pago), é necessário entrar com uma ação judicial para tentar recuperar o prejuízo. Porém, a Lei de Falências prevê uma ordem para pagamento dos credores, dando prioridade para funcionários e bancos, antes do consumidor.

Celular com defeito

Comprei um Moto G3 e, com um mês de uso, ele apresentou defeito. Encaminhei à assistência técnica e, depois de uma semana, peguei o aparelho e no laudo dizia que a placa principal havia sido trocada e também o display. No mesmo dia o aparelho começou a apresentar um novo defeito. Caio Urbano. Caio Urbano, Méier – RJ

A Motorola lamenta o ocorrido e informa que o caso foi solucionado de forma definitiva junto ao consumidor 
Assessoria de Imprensa da Motorola

Extrato não enviado

Cansei de reclamar com o Santander que me cobra R$ 5,80 por um extrato mensal que não é enviado. Estou até hoje aguardando o extrato de setembro do ano passado que foi cobrado e não enviado. Para descontar o valor, o banco é rápido, porém, para enviar demora uma eternidade. Jeania Maria, Nova Iguaçu – Região Metropolitana

O Santander contatou a cliente e prestou esclarecimentos sobre sua demanda. O caso foi resolvido. Assessoria de Imprensa Santander

"A principal forma de construir um bom relacionamento com seu público é entregar mais do que ele espera", Mário Avelino%2C presidente do Portal Doméstica LegalDivulgação

Aumento da conta

Retiraram meu relógio (medidor de energia ) sem aviso prévio. Eu era consumidora de tarifa social. Não uso ferro de passar, não tenho ar refrigerado, nem freezer, nada. De repente a minha conta na Light passou de R$20,00 para R$70,00. Ana Cristina Rondon – Olaria, Rio de Janeiro.

A Light informa que a leitura da medição indica o consumo real da cliente. O medidor foi substituído, pois apresentava defeito e não registrava o consumo real da unidade. Assessoria de Imprensa da Light

Cobrança de juros

Fiz compras utilizando meu cartão C&A e, ao passar pelo caixa em uma das lojas da rede, recebi a informação de que não havia juros nas compras parceladas. Quando recebi minha fatura tive uma ingrata surpresa. Foram cobrados juros nas compras parceladas que eu fiz. O que devo então fazer? Tânia Nwotny, Vila Isabel - Rio de Janeiro.

A C&A informa que entrou em contato com a cliente e o caso foi resolvido. Assessoria de Imprensa da rede C&A

Com Luciana Gouvêa%2C diretora da Gouvêa AdvogadosDivulgação

Dúvidas Frequentes

Com Luciana Gouvêa, diretora da Gouvêa Advogados

Em tempos de crise, muitos consumidores têm feito uma pergunta: como negociar as dívidas com o banco? Segundo a advogada Luciana Gouvêa é fundamental que o cidadão verifique se a dívida que está pagando é aviltante ou não, porque as instituições financeiras são obrigadas a informar o custo total da operação de empréstimo — Custo Efetivo Total (CET) — na forma de taxa percentual anual e incluindo todos os encargos e despesas das operações. “Sempre vale a renegociação para pagamento de dívidas absurdas, entretanto, é importante a pessoa estar atenta às ‘pegadinhas’ nas contratações dos novos empréstimos com bancos ou outras instituições financeiras. Para isso, a pessoa endividada deve verificar se a renegociação é de fato vantajosa para ela e analisar as novas condições do contrato com a instituição financeira, a soma do número de prestações que deverá pagar mais as taxas de juros e as tarifas devidas.”

?Coluna de Átila Nunes

Últimas de Rio De Janeiro