Estudante é vítima de agressão homofóbica na Zona Oeste

Na ocasião, homem saía da casa de uma amiga. Ele está internado com traumatismo craniano no Hospital Pedro II

Por O Dia

Rio - Somente na última semana, seis homossexuais foram mortos no Rio, revela o programa Rio Sem Homofobia, e os casos não pararam por ai. Na madrugada do último domingo, o estudante de Serviço Social, Jorge Antônio da Silva, 31, foi agredido violentamente quando saia da casa de uma amiga, em Bangu, por volta das 3h. O rapaz, homossexual, foi agredido por dois homens, que fugiram  logo em seguida levando apenas o celular da vítima. Jorge está internado com traumatismo craniano no Hospital Pedro II, em Santa Cruz. Ainda muito abalada, a família pretende prestar queixa assim que o estudante tiver alta.

Irmã da vítima, Amanda Ramos da Silva, 25, conta que o irmão sempre frequentou aquela região e nunca havia passado por situações de constrangimento devido a sua orientação sexual. Ela conta ainda que os homens só pararam de agredir seu irmão após interferência de uma mulher que passava no local. “Meu irmão conta que chutaram muito só na cabeça dele. Ainda tonto ele voltou para a casa da amiga, que levou ele para ser atendido no hospital”, contou.

Coordenador do programa Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento diz que dos 45 mil atendimentos que fizeram entre 2010 e 2014, 40% envolvem situações de discriminação e violência contra o homossexual. “Na última semana foram seis assassinatos. Mesquita, Duque de Caxias, Nova Friburgo, Petrópolis e Paracambi, a maioria tinha até 35 anos. Foram duas trans e quatro gays. A grande luta, hoje, é para que o estado tenha uma lei que trate esse ódio contra a comunidade LGBT, como a lei anti racismo, a Maria da Penha e lei de proteção ao idoso”, explicou.

Cláudio ainda enfatiza a importância de que sejam feitas denúncias contra essas agressões e coloca o Dique Cidadania à disposição da população. O número é 0800 0 234 567.

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