Cavendish e Cachoeira são transferidos para Bangu 8

Beneficiado com prisão domiciliar, dono da Delta Construções chegou da Europa na madrugada de ontem, mas não foi liberado por falta de tornozeleira eletrônica

Por O Dia

Rio - O empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e os empresários Adir Assad, Marcelo Abbud e Cláudio Abreu foram transferidos para o Presídio Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, Zona Oeste do Rio, na tarde de ontem.

Fernando Cavendish foi preso ao desembarcar no aeroporto do GaleãoReprodução

Todos foram presos em decorrência da Operação Saqueador, da Polícia Federal, deflagrada na última quinta-feira. Segundo o Ministério Público Federal, no total houve o desvio de R$ 11 bilhões em contratos com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e na construção do Parque Aquático Maria Lenk, obra realizada em 2006 para o Pan de 2007. O parque aquático será local de competição na Olimpíada, nas disputas de salto ornamental.

A prisão de Cavendish ocorreu na madrugada de ontem, quando desembarcava no Aeroporto Internacional Tom Jobim. O empresário era considerado foragido da Justiça. Os outros quatro suspeitos estavam presos desde quinta-feira.

Ontem, Cavendish passou nove horas no Presídio Ary Franco, em Água Santa, uma das unidades do sistema prisional. No local, recusou o café da manhã, mas almoçou fígado, purê de batatas, arroz e feijão.

Anteontem, o desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), converteu em prisão domiciliar a prisão preventiva de Cachoeira. A medida foi estendida para os outros quatro presos. Cavendish mora em um apartamento que ocupa um andar inteiro na orla do Leblon, Zona Sul.

Apesar da determinação, a Justiça Federal condicionou o benefício ao uso de tornozeleiras eletrônicas, equipamento que a Secretaria de Administração Penitenciária admitiu não possuir no momento.

Em nota, informou “que vem se esforçando para honrar seu compromisso junto ao fornecedor para que a entrega das tornozeleiras seja normalizada.”

A falta de pagamento à empresa Spacom, fornecedora das tornozeleiras, é o motivo da falta do equipamento. Segundo a Seap, até a próxima quinta-feira a situação deverá ser regularizada.

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