TRF anula decisão que permitia prisão domiciliar de Cavendish e Cachoeira

Para desembargador, 'há provas de materialidade e indícios suficientes de autoria' do crime para justificar prisão preventiva

Por O Dia

Rio - O desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 2ª região (TRF2), Paulo Espírito Santo, atendeu liminarmente, nesta quarta-feira, o pedido do Ministério Público Federal (MPF) e restabeleceu os efeitos da decisão da Justiça Federal, que decretou a prisão preventiva de cinco envolvidos na Operação Saqueador. Com isso, ele anula a decisão do desembargador Ivan Athié, que havia convertido a pena para domiciliar. Entre os acusados estão o contraventor Carlinhos Cachoeira, dono da Delta, e Fernando Cavendish.

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TRF anula decisão que permitia prisão domiciliar de Cavendish e CachoeiraDivulgação

A partir desta decisão, eles não poderão mais ser beneficiados com a prisão domiciliar, mesmo que sejam disponibilizadas as tornozeleiras eletrônicas. A dupla continuará no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste. Paulo Espirito Santo destacou que "há provas de materialidade e indícios suficientes de autoria dos crimes denunciados, para justificar a prisão preventiva".

Além disso, o desembargador afirmou que a medida é necessária para garantir a ordem pública. Ainda em sua decisão, o magistrado explicou que, como o relator do processo reconheceu nesta terça-feira estar impedido para julgar o caso, coube a reapreciação da liminar, "como requerido pelo MPF, ante a redistribuição do feito para novo relator".

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