Redução de número de vereadores gera polêmica em Nova Iguaçu

Medida foi aprovada na última terça-feira na Câmara Municipal

Por O Dia

Rio - A redução do número de vereadores na Câmara Municipal de Nova Iguaçu, de 29 para 17 parlamentares, gerou polêmica na Casa. Após a aprovação da medida, que ocorreu na última terça-feira, políticos que votaram contra a redução criticaram a postura de vereadores que foram a favor do projeto, que visa reduzir os custos da Câmara. A decisão já vale para as eleições de outubro deste ano. Ao todo, foram 23 votos a favor, cinco contra e uma abstenção. Projeto foi criado pelo vereador Marcelinho das Crianças (PTN).

Um dos mais revoltados foi o vereador Carlinhos Presidente (PHS). "A redução ou o aumento de parlamentares não diminui os gastos da Câmara, pois o repasse é 4,5% do Orçamento anual. Essa manobra foi só para beneficiar o 'blocão' do PMDB e diminuir a representação das regiões da cidade na Câmara, tirando assim as chances dos pré-candidatos com menor poder aquisitivo", explicou.

Arthur Legal e Carlinhos Presidente geram polêmica em Nova IguaçuReprodução Facebook

Ele fez duras críticas ao vereador Arthur Legal (PSL), que "traiu os vereadores que assinaram um manifesto para permanecer 21 vagas na Câmara". "Traidor! Traiu o PT, traiu os dez vereadores que assinaram o manifesto. Quem não tem palavra trai a política.

A política é para homem que tem o coração voltado aos justos", reforçou o parlamentar. Procurado pela reportagem, o vereador Arthur Legal não foi encontrado em seu gabinete na Casa durante a tarde desta quinta-feira. Em um grupo de WhatsApp de políticos de Nova Iguaçu, o vereador do PSL tentou se justificar: "Se eu perder a eleição nesse bloco com nove vagas eu não vou ganhar de ninguém. Se eu tivesse medo de vereador, estava nem na rua. Não tenho medo não, meu filho, é tiro, porrada e bomba. Vamos para dentro deles", disse.  

Outro parlamentar que atacou a decisão foi Carlos Ferreira, o Ferreirinha, (PT). Para ele, a redução de vereadores não "trará nenhum benefício" ao município. "Os únicos beneficiados, serão os atuais vereadores e o prefeito Nelson Bornier, que manterá seus aliados com maiores chances de reeleição, uma vez que novas lideranças serão barradas. Não haverá, como querem fazer crer os autores da proposta, uma economia para os cofres públicos, pois os valores orçamentários previstos em lei vão ser redistribuídos entre os 17 vereadores", destacou.

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