Vereador da Rede suspeito de reter salários vai ao Tribunal de Justiça

Assim como o DIA publicou, Marcio Garcia está sendo investigado pela Delegacia Fazendária

Por O Dia

Rio - O vereador Marcio Garcia (Rede) protocolou no Tribunal de Justiça do Rio, na tarde desta quinta-feira, um documento se colocando à disposição da Justiça para qualquer tipo de esclarecimento sobre a denúncia de reter salários de assessores parlamentares. Assim como o DIA publicou nesta quarta-feira, Garcia está sendo investigado pela Delegacia Fazendária.

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No documento, o vereador afirmou que abrirá mão dos seus sigilos bancário, fiscal e telefônico e negou as acusações. Garcia afirma que "não tem nada a esconder e não praticou qualquer ato ilícito".

"Meu patrimônio é bastante modesto. Moro em Pilares, com minha mulher e filho num apartamento de 70 metros quadrados, financiado em 35 anos pela Caixa. Meu carro é um Astra 2006. Não tenho motivo para temer absolutamente nada. Minha vida sempre foi transparente e de muita luta, ao contrário do grupo político que me persegue, cujas lideranças são investigadas por enriquecimento ilícito na Operação Lava Jato", disse o vereador.

Uma ex-funcionaria do gabinete de Garcia contou na Delegacia Fazendária que todo mês parte do seu salário era devolvida e direcionada para bombeiros presos e exonerados da corporação em 2011 após greve. Os militares foram anistiados depois. O vereador participou do movimento e também foi preso.

Segundo o inquérito, a denunciante trabalhava duas vezes por semana no gabinete e tinha o salário de R$ 1,2 mil, mas o valor depositado variava de R$ 10 mil a R$ 13 mil. Ela relatou que o dinheiro era depositado sempre no dia 1º e que todo mês ia ao banco sacar a diferença para entregar a seus superiores. Garcia acredita que a denúncia pode ser coisa de inimigo político.

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