Carlinhos Cachoeira e Fernando Cavendish voltam para prisão

Outros três também foram alvo da Operação Saqueador

Por O Dia

Rio - Carlos Augusto de Almeida Ramos, Carlinhos Cachoeira, voltou a ser preso na manhã desta quinta-feira em Copacabana, Zona Sul do Rio. O empresário foi levado para o presídio Ary Franco, em Água Santa, na Zona Norte. O ex-dono da empreiteira Delta, Fernando Cavendish, também foi encaminhado ao presídio. Os dois são acusados de lavagem de R$ 370 milhões desviados de cofres públicos. A ação é parte da Operação Saqueador da Polícia Federal (PF).

Também foram presos outros três suspeitos, Adir Assad, Marcelo Abbud e o ex-diretor da Delta, Cláudio Abreu. Nesta quarta-feira, por unanimidade, os três desembargadores da 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), no Rio de Janeiro, decidiram que Cavendish e Cachoeira, retornariam para a prisão, junto com os outros três envolvidos.

TRF determina que Cachoeira e Cavendish voltem para prisão

Cachoeira voltou para prisão após nova ação da Operação Saqueador nesta quinta-feira Reprodução TV Globo

Os cinco foram presos na Operação Saqueador, no dia 30 de junho, e levados para o presídio de segurança máxima Bangu 8, no Complexo de Gericinó, mas foram liberados para cumprir prisão domiciliar por decisão liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Cavendish cumpre a medida em sua casa, no Leblon, na zona sul do Rio, e Cachoeira num hotel em Copacabana, também na zona sul. A Justiça tinha determinado que os dois e os outros três réus, que moram fora do Rio, permanecessem na cidade até que o julgamento do mérito pelo TRF2.

Cavendish, Cachoeira e mais 20 acusados são réus em ação que corre na 7ª Vara Federal Criminal do Rio. De acordo com o Ministério Público Federal, o grupo participava de um esquema que desviou R$ 370 milhões de obras feitas pela Delta Construtora para 18 empresas fantasmas que pertenciam a Assad e a Marcelo Abbud, em São Paulo, e também a Carlinhos Cachoeira.

As investigações apontaram que, após repassados pela Delta a empresas de fachada, os valores eram sacados em dinheiro para impedir o rastreamento da propina entregue a agentes políticos.

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