Léo Montenegro vai virar livro, peça de teatro e esquete

Jornalista escreveu 12 mil crônicas ao longo dos 37 anos em que trabalhou no DIA. Sobrinho é o autor da ideia do livro

Por O Dia

Léo fazia reportagens na rua e suas crônicas foram digitalizadas pelo sobrinho, que lançará livro com elas em breveDivulgação

Rio - Treze anos depois da morte de Léo Montenegro, a obra do jornalista, que escreveu pelo menos 12 mil crônicas ao longo dos 37 anos em que trabalhou no DIA, será imortalizada em livros. Sobrinho de Léo, o empresário Marcelo Ramos, autor da ideia, já selecionou 50 crônicas para a primeira edição, que será lançada em breve. “Foi uma difícil missão selecionar 50 entre quase 700 publicadas em dois anos (1997 e 998)”, comenta Marcelo, ressaltando que a Prefeitura do Rio aprovou, por meio de lei de incentivo, redução de Imposto Sobre Serviço (ISS) para empresas que apoiarem o projeto.

De 1º de maio de 1965 até julho de 2003, leitores buscavam diariamente os personagens de nome exóticos e que viviam situações inusitadas criadas por Léo na coluna ‘Avesso da Vida’. “Léo Montenegro foi o grande herdeiro da senda de Nelson Rodrigues, com seus personagens de nomes divertidíssimos — Nonézio, Epitênio, Frangonildo, Zeuferaldo, Brotegilda, Alionésia, Orozimbélia”, diz o cartunista Ziraldo, que escreveu o prefácio do livro.

Marcelo convidou também Jaguar, outro cartunista que trabalhou com Léo no DIA, para confeccionar a capa, e conta que digitalizou todas as crônicas. “A obra está a salvo, para alegria dos leitores e, principalmente, da minha tia, Lydia, que foi casada com ele por 47 anos”, comenta. Marcelo prevê o lançamento de livretos periódicos em bancas, peça de teatro e esquetes com interpretações das histórias do tio para web série no YouTube. Detalhes podem ser acompanhados no perfil do Facebook LEO MONTENEGRO (em caixa alta mesmo) ou pelo email contatoleomontenegro@gmail.com

Durante as pesquisas, Marcelo se surpreendeu com o profissionalismo de Léo. “Em 1966 ele viveu nas ruas para denunciar a falta da assistência a moradores de rua. A iniciativa, que já tinha o jornalista Luarlindo Ernesto como adepto, acabou inspirando outros profissionais, como Tim Lopes”, lembra. Léo Montenegro morreu em 5 de julho de 2003, de infarto, ao ver pela TV o noticiário da morte do então dono do DIA, Ary Carvalho, seu amigo, na véspera.

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