Filha de traficante matou prima por atrapalhar relacionamento com pai

Familiares e amigos se reuniram nesta segunda-feira para protestar contra a morte da mulher e queriam linchar presa

Por O Dia

Rio - Priscila Gonçalves Leite foi assassinada por estar "atrapalhando" o relacionamento de Amanda Alves Santiago Gonçalves, de 29 anos, com o pai, o traficante Éderson José Gonçalves Leite, o Sam. "Só pode ser ciúme. O Sam tratava a Priscila como uma filha, gostava muito dela", afirmou a avó Denair Martins Gonçalves, de 75 anos. Familiares e amigos se reuniram nesta segunda-feira para protestar contra a morte da mulher nesta segunda-feira, em frente à Divisão de Homicídios (DH), na Barra da Tijuca. Indignado, um grupo de cerca de 20 pessoas perguntou se não poderia ao menos "cuspir" em Amanda.

Filha do traficante Sam%2C Amanda%2C e o companheiro%2C AleksandroWhatsApp O DIA

A avó de Amanda e Priscila estava no local, muito fragilizada. Ela contou que a neta assassinada deixa três filhos, de 16, 12 e 6 anos e a presa têm três também e que ficou sabendo que Amanda está grávida. "Era uma das minhas netas mais bonitas, uma empresária e muito reservada. Fiquei muito surpresa. Acho que a Amanda matou a Priscila por inveja, foi por ciúme, é uma coisa diabólica. Para mim é a maior dor ter uma neta assassinada. Como vão ficar essas seis crianças?", afirmou ela.

"Não podemos bater nela?", perguntavam pessoas revoltadas, que vestiam camisas com os dizeres "a distância pode causar saudades, mas nunca o esquecimento". A DH pediu sigilo do inquérito por questões de segurança da família, já que existe um foragido. "Agradecemos a DH pela prisão dos assassinos de Priscila", dizia uma faixa carregada pelos manifestantes.

"Foi uma investigação complexa. Identificamos o taxista Leandro dos Santos Matos, que está foragido. Ele foi buscar Priscila no aeroporto do Galeão e de lá levou a vítima para a Cidade de Deus, onde o motoboy Max Jones a seguiu até o local da execução", afirmou o delegado da DH Fábio Cardoso.

O corpo de Priscila foi encontrado perto de uma fábrica na Taquara com marcas de tiros. O crime ocorreu no dia no dia 2 de junho. Neste domingo, Amanda foi presa junto com Aleksandro Farias de Oliveira, 32 anos, seu companheiro de Amanda, e Luiz Ricardo Soares das Neves, o Ricardinho, da mesma idade.

No último dia 27, os agentes prenderam Max Jones Santos da Silva, de 35 anos, que trabalhava como motoboy em uma drogaria na Estrada dos Bandeirantes. Max Jones já tinha passagem na polícia por tráfico e receptação. Os três confessaram o crime, com exceção de Amanda. 

Últimas de Rio De Janeiro