Adolescentes feridos em incêndio no Degase estão algemados

Direção tem prazo de 10 dias para retirar algemas dos menores

Por O Dia

Rio - A direção do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) e da Escola João Luiz Alves, na Ilha do Governador, têm prazo de dez dias para retirar as algemas dos adolescentes hospitalizados após incêndio na unidade da Ilha do Governador. Representantes do Ministério Público e Defensoria Pública estiveram no hospital ontem e constataram que alguns adolescentes estão em precário estado de saúde, não oferecendo risco de fuga, e que o uso de algemas, nessa situação, atenta contra a dignidade humana.

No documento assinado ontem, a Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Infância e da Juventude Infracional da Capital e a Defensoria Pública do Rio recomendam ainda que “em casos futuros não se utilize algemas na contenção de adolescentes que estejam recebendo tratamento médico hospitalar, salvo se o risco de fuga não puder ser afastado com a vigilância contínua de um agente socioeducativo, hipótese que deverá ser justificada por escrito”.

O incêndio ocorreu na sexta-feira, no alojamento da unidade de internação provisória, ferindo nove internos — um deles morreu. O presidente da OAB Rio, Felipe Santa Cruz, disse que vai acionar as comissões ligadas ao tema na Casa e cobrar explicações das autoridades. Em nota o Degase informou que o material utilizado para o combater o incêndio já foi reposto na unidade. “É importante dizer que a ocorrência, que só não teve gravidade maior graças à ação rápida dos agentes socioeducativos, aconteceu na unidade de internação, e não de internação provisória”, diz a nota. A coordenação de saúde do Degase está prestando o apoio necessário aos jovens envolvidos e seus familiares.

Últimas de Rio De Janeiro