Lanchonetes perto do Complexo de Deodoro lotam de torcedores

Donos de bares aproveitam aumento do movimento desde que obras olímpicas começaram

Por O Dia

Rio - Um reforço na renda familiar de quem vende e um alívio no bolso e na fome de quem compra. Bares em torno do Complexo Olímpico de Deodoro têm sido uma opção barata de refeição para visitantes e torcedores. No comércio em casas de moradores, uma quentinha no capricho sai por R$ 12, refrigerante em lata por R$ 5 e a coxinha grande de frango — que já conquistou o público — sai por R$ 4. Já o generoso hambúrguer custa R$ 5.

Como não é permitido entrar com determinados alimentos e bebidas e ao tentar comprá-los nos estandes lá dentro o público enfrenta filas e até falta de produtos, muita gente tem aproveitado o bom preço e a rapidez do comércio informal ao redor das arenas.

Próximo à entrada principal fica a lanchonete do José da Silva, de 50 anos, que junto com a esposa, Maria Galvão, 48, prepara lanches na região há mais de 10 anos e tem faturado com as vendas desde o início das obras olímpicas. “Moro aqui também, tenho alvará direitinho, toda a família trabalha no comércio há muito tempo. Vendo bem e os salgados saem o tempo todo, minha esposa faz na hora. Vendo de 120 a 150 coxinhas por dia”, conta José.

Wallace%2C Patrícia e o filho comeram e aprovaram a Lanchonete Top Lanche%3A gastaram R%24 15 para os trêsEstefan Radovicz / Agência O Dia

As boas vendas do vizinho fez Fabio Tavares, 37, abrir há um mês a sua lanchonete, também na porta de casa. Ele trabalhava como segurança na arena Deodoro até a chegada da Força Nacional. “Vi que a movimentação na região melhorou muito e decidi aproveitar”, diz. Fabio vende lanches como cachorro quente a R$ 6 e hambúrguer a R$ 4, além dos ‘combos’ com bebida e batata frita, que variam de R$ 10,50 a R$ 15.

Sabendo dos altos preços dentro das arenas, a família que veio de Realengo, bairro próximo a Deodoro, para assistir à prova de canoagem slalom aproveitou para comer ali mesmo. “Comemos bem um hambúrguer, duas coxinhas e dois guaranás. Gastamos R$ 15. Este valor lá dentro não paga nem uma refeição”, comenta a fotógrafa Patrícia Rodrigues, 32. Seu marido, o bombeiro Wallace Wander Moreira, 30, conta que, como estavam com criança, também levavam biscoitos para o caso de a fome apertar.

Chefe de comunicação da Rio 2016, Mario Andrada credita os altos preços de produtos nas áreas olímpicas, em comparação aos das áreas externas, ao credenciamento de vendedores, vistoria e revisão dos produtos. Sobre a falta de comida, disse que a Rio 2016 está fazendo o possível para que tudo funcione perfeitamente, mas “sempre há algo a melhorar.”

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