Mansão de empresário escondia carga roubada na Zona Oeste

Acusado está em Portugal. Restaurante dele na Barra era ponto de distribuição

Por O Dia

Na casa de empresário havia caixas fechadas de produtosDivulgação

Rio - Uma mansão aparentemente insuspeita em condomínio de luxo no Itanhangá, Zona Oeste do Rio, servia de depósito para toneladas de produtos roubados. Uma grande carga de isqueiros e produtos enlatados foi apreendida ontem por Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), da Polícia Civil, na casa do empresário português Serafim Lopes Coelho Girão, dono de um tradicional restaurante na Barra da Tijuca, o Centro Gastronômico Concha Doce. Na segunda-feira, a polícia já havia encontrado alimentos e bebidas roubadas na loja.

O delegado assistente da DRFC, Maurício Mendonça, disse que, ao todo, foram encontradas pelo menos cinco toneladas de mercadorias, como azeite, carne, temperos, cigarro e isqueiros, além de muitas bebidas (uísque, vinho, cerveja e tequila). Só a carga de temperos está avaliada em R$ 200 mil.

Serafim está em Portugal e é considerado foragido. Ele foi indiciado por organização criminosa e receptação. Outras sete pessoas envolvidas na negociação de cargas roubadas, da mesma quadrilha, já foram presas.

Segundo Mendonça, para passar despercebido, o empresário usava uma caminhonete de luxo (Hilux) para transportar mercadorias. “Ele usava notas frias e armazenava as mercadorias na casa dele e no restaurante e vendia a preços mais baixos. Também atuava como distribuidor de alimentos”, contou. A polícia vai investigar agora como era feita a redistribuição dos produtos roubados. A polícia descobriu que a carga de isqueiros, por exemplo, foi roubada em São Paulo, em dezembro.

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