Por gabriela.mattos

Rio - A Polícia Militar prendeu sete torcedores, entre eles parentes de atletas do nado sincronizado, no início da noite de ontem, durante protesto contra o presidente interino Michel Temer na porta do Parque Olímpico, na Barra. A truculência dos policiais, mais uma vez, deu o tom da ação, que tem sido frequente nos Jogos Olímpicos, onde protestos contra Temer foram interrompidos diversas vezes. Liminar do STF garante o direito de manifestação dentro das instalações dos Jogos. Os torcedores foram liberados após prestar depoimento à Polícia Civil.

Temer visitou ontem o Parque e se reuniu com o prefeito Eduardo Paes e o governador Francisco Dornelles. Em pronunciamento à imprensa de apenas um minuto, não respondeu às perguntas e se recusou a falar sobre protestos.

“Confesso que havia uma grande preocupação com os temas fundamentais da Olimpíada. Mas o que assistimos foi uma tranquilidade imensa”, disse Temer, que foi muito vaiado na cerimônia de abertura dos Jogos e decidiu não participar da festa de encerramento. Ele alegou ter “compromissos importantes” na data.

O prefeito Eduardo Paes, que também garantiu repasse de verbas para a realização da Paralimpíada, poderá ser criminalizado se destinar R$ 150 milhões dos cofres públicos ao Comitê Rio 2016 para a realização dos Jogos em ano eleitoral.

O alerta foi feito pelo coordenador de fiscalização eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), juiz Marcello Rubioli. Segundo Rubioli, a proibição independe de o motivo do repasse ser nobre ou não.

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