Por adriano.araujo

Rio - A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar a denúncia de assédio feita por camareiras dentro da Vila Olímpica por parte de dois atletas de Fiji. O caso foi registrado como crime de pertubação da tranquilidade da 42ª DP (Recreio). 

Dois atletas de Fiji foram encaminhados ao Juizado Especial do Torcedor e Grandes Eventos da Região Olímpica para audiência às 11h desta sexta-feira.

Outros casos envolvendo atletas e camareiras

Este não é o primeiro caso envolvendo camareira e atletas dentro da Vila Olímpica, que envolve desde agressão até tentativa de estupro. 

No dia 5, o boxeador Hassan Saada foi preso por suspeito de estuprar duas camareiras. Em depoimento, uma delas disse que o pugilista foi em sua direção e fez um gesto de que gostaria de beijá-la. Diante da negativa, ele agarrou a jovem à força, que se desvencilhou do boxeador. Ainda de forma gestual, ele levantou a perna e indicou que queria ter relações sexuais com a funcionária da Vila, além de mostrar que queria ser masturbado e que pagaria por isso.

Dois dias depois, mais um boxeador foi preso por estupro, também contra uma camareira, dentro da Vila Olímpica. Assim como o caso revelado na semana passada, envolvendo um marroquino que acabou preso, o pugilista da Namíbia, Jonas Junias, de 22 anos, agarrou e beijou uma camareira e propôs relações sexuais com ela mediante pagamento de dinheiro.

Na última terça-feira, dia 16, a Polícia Civil informou que investiga mais um caso envolvendo atleta e camareiras dentro da Vila Olímpica. Segundo informações da Delegacia do Recreio dos Bandeirantes (42ª DP), que registrou também os outros casos, o investigado é um atleta da delegação búlgara, cujo nome não foi divulgado. Na versão de uma das camareiras, ela e suas colegas de trabalho estavam se dirigindo ao quarto do esportista atleta para arrumá-lo quando ele saiu e começou a agredi-las.

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