Por tabata.uchoa

Rio - A corrida pelas 51 cadeiras da Câmara Municipal do Rio começou oficialmente na última terça-feira. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, 1.371 candidatos a vereador poderão ser votados nas urnas do dia 2 de outubro. Este ano os concorrentes à Casa Legislativa da cidade terão menos tempo na televisão, mas a propaganda nos nomes dos políticos como sempre dão um show à parte nas eleições.

Eles usam apelidos de infância, áreas em que trabalham ou simplesmente um nome mais fácil de se entender. O especialista em marketing político Marcelo Serpa explica que a estratégia é utilizada para que os candidatos sejam diferenciados.

Confira alguns nomes escolhidos pelos candidatosAgência O Dia

“Tem um monte de gente com o mesmo nome e eles não são celebridades, então essa é a forma deles se identificarem. Na maioria das vezes os candidatos usam apelidos pelos quais já são conhecidos. É o recurso que eles têm, é uma marca”, diz.

O candidato de Olaria Patinho Quem, Quem (PEN) é um que optou por usar o apelido. “Eu tenho nanismo e a minha avó começou a me chamar assim quando eu ainda era criança e ficou. Todo mundo por aqui sabe quem é o Patinho, é a melhor forma de fazer propaganda”, afirma.

A lista tem outros nomes marcantes e, em alguns casos, até intrigantes como Barata Bigode da Van (PSOL), Carlinhos do Açougue (PSL) e Eron Batman dos Protestos (PSC).

VOTE CONSCIENTE
O cientista político e professor da Unirio Felipe Borba destaca que o trabalho dos vereadores é de extrema importância, uma vez que eles propõem leis que podem vigorar no município e devem cobrar da prefeitura a adoção de políticas públicas que atendam às demandas da população. “É importante que, antes de votar, o eleitor faça uma pesquisa em torno do candidato para saber quem ele é, quais são suas propostas, como ele pensa sobre assuntos considerados importantes”, aponta.

Especialista do Iuperj, Geraldo Tadeu Monteiro afirma que, para votar consciente, o eleitor deve definir suas prioridades e escolher um candidato que o represente de fato na Câmara. “O que você quer? Um político que defenda melhorias para o seu bairro? Um vereador que lute por sua categoria profissional? Ou um candidato que trabalhe em prol de uma causa como meio ambiente, direitos humanos ou LGBT?”, indaga.

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