Ressaca da Olimpíada mantém cheio o Boulevard

Quatro milhões de pessoas passaram pelo reduto olímpico na Zona Portuária nos últimos 17 dias. Ontem, local ainda estava cheio

Por O Dia

Rio - Fim dos Jogos e a cidade continuou em clima olímpico. Turistas e cariocas ainda corriam para aproveitar o dia de feriado municipal, mesmo debaixo de chuva. Segundo a Secretaria de Turismo do Rio, o Boulevard Olímpico, na Região Portuária, foi eleito pelos visitantes como o melhor ponto turístico da cidade durante os Jogos. A estimativa da prefeitura é de que 4 milhões de pessoas passaram pelo local. Ontem, no entanto, ainda tinha gente por lá pela primeira vez.

É o caso de Lucia Lima, de 54 anos, que viu a Pira Olímpica já apagada, mas garante que valeu a pena. “É a primeira vez que venho. Mesmo com chuva quis aproveitar para conhecer o lugar. Usei o VLT também”, explicou. Ela foi acompanhada das amigas Carolina Xavier, 54, e sua irmã Lenise Xavier, 60, todas moradoras da Ilha do Governador.

“Nunca duvidei que fôssemos capazes de sediar uma Olimpíada, e estou muito feliz com esse resultado. Tem ainda o espírito esportivo que ficou para nossas crianças que viram uma atleta como a Rafaela (judoca), por exemplo levando o primeiro ouro”, disse Carolina.

O Boulevard Olímpico ainda estava ontem cheio de turistas e cariocasMaíra Coelho / Agência O Dia

O casal de capixabas Suana Louzada, de 35 anos, e Anderson Simas, 43, foram os últimos a deixar a casa do primo Leonardo Simas, em Vila Isabel, onde se hospedaram. Eles não poderiam ir embora sem antes fazer a famosa foto nos anéis olímpicos de Copacabana.

“Fiquei encantada com a cidade, está linda. Me senti honrada em poder participar desse momento no meu país. Além dos voluntários, as polícias estão de parabéns por terem feito tudo isso acontecer da melhor forma possível”, conta Suana. Para Anderson, o que encantou foi a pista de mountain bike de Deodoro. Ele é ciclista e torce para que a pista fique na cidade e seja sede de muitos outros eventos.

Feliz de participar desse momento, o gari Flavio Sant’Anna, 49, diz que dessa vez as pessoas foram mais conscientes. Ele percebeu as ruas mais limpas depois das duas semanas de competições e festas no Rio. “Sou gari há 15 anos e durante a Copa a quantidade de lixo na rua foi muito maior”, comparou.

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