Gerente de lanchonete denuncia racismo em Copacabana

Cliente decidiu chamá-lo de macaco ao ver banheiro fechado. Homem contou que se sentiu humilhado e chamou a polícia

Por O Dia

Rio - O gerente de uma lanchonete em Copacabana denunciou à Polícia Civil que foi vítima de racismo por uma cliente do estabelecimento neste domingo. Paulo César relatou que se sentiu humilhado com agressões verbais e palavras ofensivas. De acordo com testemunhas, Renata Garcez da Costa começou a xingar o homem porque queria usar o banheiro e descobriu que estava fechado. Ele não deu importância às agressões até que foi chamado de macaco, mais de uma vez. 

A confusão ocorreu por volta das 20h30 deste domingo, começou dentro da loja, localizada em frente à Praça Cardeal Arco Verde, e seguiu para a calçada. O gerente chamou a polícia e o caso foi levado para a delegacia local. A mulher foi liberado no final da noite após prestar depoimento.

Gerente de lanchonete em Copacabana foi chamado de macaco por cliente e denunciou racismo Reprodução TV Globo

"Ela começou a me xingar com palavras ofensivas, lá fora bateu no vidro e me chamou de macaco bem alto. A própria colega dela tentando tapar a boca dela, sabendo que ela estava errada”, afirmou Paulo César ao "Bom Dia Rio".

"Eu me senti humilhado, não esperava que isso fosse acontecer no meu próprio local de trabalho, onde trabalho há 12 anos e isso não deve acontecer com ninguém", desabafou. 

De acordo com a polícia, foi instaurado um inquérito policial de injúria e injúria por preconceito. Diligências estão em andamento para apurar o ocorrido.

Há oito dias, a agente de viagens Sulamita Memeir foi vítima de preconceito na Praia do Recreio. Um vídeo gravado pela mulher circulou nas redes sociais e revoltou internautas. No entanto, a mulher acusada de injúria racial, pedagoga Sônia Valéria Fernandes afirma que é "totalmente incompleto". Vale lembrar que a mulher já responde por injúria em outro caso. Ela foi solta sob fiança e vai responder em liberdade.