Em debate na RedeTV!, candidatos a prefeito lembram de impeachment e atacam Paes

Ao contrário da primeira vez, Marcelo Freixo pode participar deste segundo encontro após a liberação do STF

Por O Dia

Rio - Durante o segundo debate eleitoral, promovido pela RedeTV! na noite desta sexta-feira, os candidatos à Prefeitura do Rio atacaram o atual prefeito Eduardo Paes (PMDB) e lembraram do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Ao contrário do primeiro debate, o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol) pode participar dessa vez após a liberação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Um dos assuntos que mais gerou polêmica no programa foi sobre saneamento básico. Questionado sobre como solucionar este problema, Pedro Paulo Carvalho (PMDB) afirmou que vai expandir o saneamento para a periferia da Zona Norte, como em Fazenda Botafogo e Honório Gurgel. "É preciso entrar em parceria com o governo do estado, precisamos conhecer a cidade", acrescentou.

No entanto, Marcelo Crivella (PRB) contestou e disse que "se o governo não fez isso em oito anos, não fará agora". Além disso, o candidato afirmou que o saneamento básico é uma questão de saúde. "Na Rocinha há 31 valões. Ali proliferam insetos, há esgoto a céu aberto. É uma falha da prefeitura de hoje", destacou Crivella, que, de acordo com o Instituto DataFolha, está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, com 29%.

Em relação às licitações das linhas de ônibus, Freixo atacou Carlos Osorio (PSDB), que foi secretário de Transportes no governo de Paes, e enfatizou que um relatório do Tribunal de Contas do Município mostrou que há indícios de cartel entre as empresas. "No site do 1746, se você quiser reclamar sobre alguma questão de mobilidade, a prefeitura manda ligar para a Rio Ônibus. É inacreditável", disse o candidato do Psol.

Osorio explicou que as licitações não foram criadas durante o período em que esteve à frente da secretaria. "Temos que rever o modelo, que é caro e está falido", afirmou o candidato, que criticou a racionalização das linhas de ônibus. "Vou assinar um decreto para suspender essa medida. Precisamos rever os BRTs existentes e pensar em criar novos modais", completou.

Outro assunto polêmico foi sobre a saúde do município. Jandira Feghali (PcdoB) afirmou que as filas dos hospitais são um problema constante na cidade. "Não concordo com o modelo das OSs. Já vi Clínicas da Família fechadas por falta de médico. Precisamos atender dependentes químicos", explicou.

Alessandro Molon (Rede) concordou com a candidata e ironizou dizendo que "está muito difícil morar no Rio de Janeiro, bom mesmo é morar no planeta Pedro Paulo". "Falta transparência", completou.

No debate, o governo da ex-presidente Dilma também foi criticados. Um dos pontos foi em relação ao desemprego. Osorio disse que "ninguém tem dúvida de quem quebrou o país foi o governo dela". "Hoje temos 12 milhões de desempregados. Ela quebrou a Petrobras", reforçou o candidato do PSDB. No entanto, Jandira lembrou que há uma crise mundial e que "Dilma não deixou de atender ao povo por causa disso".

Na segunda parte do programa, Jandira foi questionada por um jornalista sobre como seria a relação dela com o presidente Michel Temer (PMDB), caso ela vença as eleições municipais. "Uso 'Fora Temer', estamos vivendo um golpe de estado e isso não é aceitável. Espero que a gente o tire logo do governo ainda neste ano", disse.


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