Renda de Indio subiu muito em seis anos

Declaração de patrimônio do candidato do PSD, o último a entrar na lista do TSE, aumentou quase R$ 10 milhões

Por O Dia

Rio - Com todas as declarações de renda dos candidatos registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o eleitor pode conhecer a diferença patrimonial entre os políticos que concorrem a prefeito do Rio. O 'prefeitável' mais rico, disparado, é Indio da Costa, do PSD. Ele declarou ao tribunal um patrimônio de R$ 11.839.746,19. Entre os bens declarados, consta uma casa em construção no valor de R$ 8 milhões, aplicações e cotas de uma empresa de investimentos imobiliários.

Indio foi o último a ter a relação de bens divulgada na lista do TSE, por isso não apareceu na matéria que O Dia publicou sobre o assunto, no dia 17 de agosto. Apesar de ser integrante de uma família de boa situação financeira, chama atenção a evolução patrimonial de Indio. Em 2006, quando fez campanha para deputado federal, declarou bens no valor de R$ 315.736,48. Quatro anos depois, ao concorrer como vice-presidente na chapa de José Serra, tinha R$ 1.448.230,18. Nos últimos seis anos, seu patrimônio subiu quase R$ 10 milhões.

Procurada por O Dia, a assessoria do candidato explicou o crescimento da renda: "A evolução maior e mais expressiva aconteceu no período em que o candidato esteve sem mandato” . Segundo o texto, depois de concorrer a vice-presidente na chapa de José Serra, que acabou derrotado, Indio tornou-se sócio de um maiores escritórios de advocacia do Brasil.

“O crescimento do patrimônio é fruto da atuação na iniciativa privada, em ações judiciais sem vínculo com o Estado Brasileiro. Eleito deputado federal em 2014, em razão da atividade parlamentar e falta de tempo, Indio deixou a sociedade", informou a assessoria de Indio da Costa.

Na lista de declarações de bens, Carmen Migueles, do Partido Novo, é a segunda mais rica, com R$ 2,1 milhões. Alessandro Molon (Rede) tem R$ 1,7 milhão. A candidata Jandira Feghali (PCdoB) tem R$ 550 mil, Pedro Paulo (PMDB) R$ 483 mil, Flavio Bolsonaro informou R$ 180 mil e Marcelo Freixo, do PSol, declarou ter apenas R$ 5 mil de renda. Vale ressaltar que o TSE não exige a atualização de valores, como dos imóveis.

A campanha deste ano é mais curta, já que começou mais tarde. Os candidatos a prefeito e vereador têm apenas 45 dias para conquistar o eleitorado, contra 90 dias dos pleitos anteriores. As propagandas veiculadas em rádios e TVs começaram somente no dia 26.

Vale ressaltar que o TSE não exige a atualização de valores, como dos imóveis.

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