The Week é interditada após prisão de mulher com 800 comprimidos de ecstasy

Boate na Zona Portuária era investigada há seis meses. Presa é considerada uma das maiores distribuidoras de drogas sintéticas do estado

Por O Dia

Rio - Na madrugada de sábado para domingo, policiais civis da 59ª DP (Duque de Caxias), coordenados por Juliana Emerique de Amorim Coutinho, delegada titular da unidade, prenderam em flagrante Franceli Marques, 39 anos, enquanto comercializava drogas sintéticas dentro da boate, localizada na Zona Portuária. Segundo a assessoria da Policia Civil, Franceli foi presa com 800 comprimidos de ecstasy, além de outras drogas ilegais e dinheiro.

Após a prisão, Franceli foi encaminhada para a 59ª DP e de lá, foi levada para o Complexo penitenciário de Bangú onde fica à disposição da Justiça. A prisão foi resultado da operação Conexão Família, cujas investigações vem sendo realizadas ao longo de seis meses e tem como objetivo a dissolução da quadrilha que comercializa drogas variadas, principalmente as sintéticas, em boates da capital do Rio de Janeiro e do município de Duque de Caxias.

Drogas sintéticas e dinheiro foram apreendidos durante operação na The Week contra tráficoDivulgação/Polícia Civil

Em julho deste ano, a 59ª DP prendeu Everson Luiz Ramos Coutinho, de 24 anos, na Avenida Brasil, altura de Bonsucesso. Na ocasião, Franceli conseguiu fugir. Após a prisão do companheiro, ela assumiu a liderança e o controle de distribuição no comércio ilegal e a investigação a aponta com uma das maiores distribuidoras de drogas sintéticas do estado.

Franceli vendia em torno de 1.000 comprimidos por noite na boate The Week e recebia R$ 50 por cada unidade. O material apreendido pela polícia foi estimado em R$ 40.000,00.

Segundo o Blog LGBT do DIA uma testemunha que estava na boate na noite de sábado, e preferiu não se identificar, disse que haviam pessoas vendendo drogas na porta da casa noturna.

Em nota, o Grupo The Week declarou que "jamais compactuará com qualquer atividade ilícita em suas dependências, tanto que, antes do ocorrido, já tinha solicitado à Delegacia de Combate às Drogas (DECOD) a investigação e devida responsabilização dos criminosos."

Ainda no comunicado, o grupo afirma que o procedimento de n°: 902-00151/2016 já tramitava na referida delegacia especializada. "Neste procedimento, inclusive, já constava o nome da pessoa presa quando a casa situada no Rio de Janeiro foi surpreendida pela ação da delegacia distrital da Cidade de Duque de Caxias", diz outro trecho do texto.

Por fim, o grupo esclarece que a boate já foi desinterditada. "O estabelecimento já se encontra desinterditado e que continuará contribuindo com as autoridades competentes para garantir a segurança e o lazer de nossos clientes, com total observância das leis." 

REPORTAGEM DO ESTAGIÁRIO GUILHERME GUAGLIARDI 

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